Para o secretário Rogério Salume, a alíquota de 10% abre oportunidades para café e rochas ampliarem espaço no mercado americano
Por Amanda Amaral
O Governo do Estado considerou que a fixação pelos Estados Unidos da nova alíquota em 10% de forma positiva e possibilita a diversificação de mercados. A medida foi anunciada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagir ao anúncio da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais
A tarifa de 10% entrou em vigor dia 24 de fevereiro. Para o secretário Rogério Salume, no caso do Espírito Santo, a sinalização é de abertura de oportunidades, especialmente diante de levantamentos que apontam o Brasil como potencial beneficiário da redução média das alíquotas.
“Produtos estratégicos do ES, como o café e parte do setor de rochas, serão diretamente beneficiados, além da carne bovina, laranja e pescados, que permanecem isentos da tarifa global, o que reforça a competitividade das exportações capixabas. A Sedes destaca que o novo cenário pode favorecer uma ampliação das relações comerciais entre o Estado e os EUA, abrindo espaço para diversificação de mercados e fortalecimento da pauta exportadora estadual”, frisou Salume.
A nova Ordem Executiva, estabelecendo tarifa global de 10% para todos os países, excetuados determinados produtos, foi publicada no mesmo dia do anúncio da Suprema Corte. No dia seguinte, os EUA anunciaram a intenção de elevar essa tarifa para 15%, mas o ato formal correspondente ainda não foi publicado, segundo divulgou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

