Metal avança 2,11% em Nova York, com escassez persistente e atenção ao Oriente Médio
O cobre fechou em alta nesta quinta-feira, 25, recuperando parte das perdas de ontem, em meio ao alívio do dólar no exterior e preocupações com oferta. Investidores também acompanham os desdobramentos do Oriente Médio.
O cobre para julho fechou em alta de 2,11%, a US$ 6,0740 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses avançava 0,71%, a US$ 13.273,50, perto das 14h (horário de Brasília).
A persistente escassez do lado da oferta continua a compensar as preocupações com o enfraquecimento da demanda sazonal do cobre, afirmam analistas da Ruida Futures. As taxas de processamento do concentrado do metal permanecem próximas a níveis historicamente baixos, destacando a escassez na disponibilidade de matéria-prima, acrescentam.
Com o prêmio geopolítico sendo amplamente desfeito, os metais básicos estão sendo negociados com base em dinâmicas macroeconômicas e de posicionamento, ressalta o Sucden Financial. Segundo fontes do Wall Street Journal, o Irã está propondo cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz em parceria com seus vizinhos do Golfo Pérsico.
Em paralelo, o Reino Unido confirmou nesta quinta-feira os detalhes de novas medidas de proteção ao comércio de aço, que entrarão em vigor em 1º de julho, e disse ter acertado com a União Europeia o acesso por meio de cotas para reduzir o impacto sobre seu maior parceiro comercial.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, o alumínio tinha queda de 0,12%, a US$ 3.169,50 a tonelada. O chumbo recuava 0,42%, a US$ 1.912,00 a tonelada. O níquel subia 0,44%, a US$ 16.860,00 a tonelada. O estanho tinha alta de 0,99%, a US$ 50.400,00 tonelada. O zinco ganhava 0,21%, a US$ 3.431,00 a tonelada.
*Com informações da Dow Jones Newswires
Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Thais Porsch*

