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Alterações hormonais afetam saúde masculina; entenda

No Dia do Homem, a endocrinologista Gisele Lorenzoni orienta sobre sinais que podem indicar alterações hormonais e metabólicas e reforça a importância de investigar os sintoma

Por Thamiris Guidoni

No Brasil, os homens ainda procuram menos os serviços de saúde do que as mulheres e, muitas vezes, só buscam atendimento quando os sintomas já interferem na rotina e na qualidade de vida. No Dia do Homem, celebrado nesta quarta-feira (15), especialistas reforçam a importância de ampliar o cuidado com a saúde masculina para além da prevenção do câncer de próstata, incluindo também o acompanhamento hormonal e metabólico.

Segundo dados do Ministério da Saúde, fatores culturais e a ideia de que o homem precisa demonstrar resistência fazem com que muitos ignorem sinais que podem estar relacionados a alterações como diabetes, obesidade, problemas na tireoide e deficiência de testosterona.

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Para a endocrinologista e metabologista Gisele Lorenzoni, sintomas associados ao envelhecimento nem sempre devem ser considerados naturais.

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“É muito comum ouvir homens dizerem que o cansaço constante, a queda da libido, a dificuldade para emagrecer ou a perda de força fazem parte da idade. No entanto, apesar do envelhecimento provocar mudanças fisiológicas, esses sinais também podem indicar alterações hormonais ou metabólicas que precisam ser investigadas. Quanto mais cedo identificamos essas condições, maiores são as chances de melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações”, explica.

Quando o assunto é saúde hormonal masculina, a testosterona costuma ser a primeira preocupação. Porém, ela é apenas uma parte do funcionamento do sistema endócrino.

Doenças como diabetes tipo 2, obesidade, resistência à insulina, hipotireoidismo e distúrbios do sono podem afetar a produção hormonal, o metabolismo e até a saúde sexual.

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“Existe uma relação muito próxima entre metabolismo e produção hormonal. O excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, favorece processos inflamatórios que podem reduzir os níveis de testosterona e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Da mesma forma, alterações hormonais podem dificultar o controle do peso, criando um ciclo que precisa ser interrompido com acompanhamento médico”, destaca Gisele.

A especialista ressalta ainda que a saúde sexual pode funcionar como um indicador do funcionamento geral do organismo. A queda da libido e a disfunção erétil, por exemplo, nem sempre estão relacionadas apenas à testosterona.

“Diabetes, hipertensão, obesidade, alterações hormonais e até doenças da tireoide podem comprometer a circulação sanguínea, a função nervosa e a resposta hormonal, interferindo diretamente na função sexual. Muitas vezes, a disfunção erétil é um dos primeiros sinais de que algo não está bem no organismo”, afirma.

Principais sinais que merecem avaliação médica

  • Cansaço persistente;
  • Queda da libido;
  • Disfunção erétil;
  • Ganho de gordura abdominal;
  • Dificuldade para perder peso;
  • Perda de massa muscular e força;
  • Sonolência excessiva;
  • Alterações do humor;
  • Redução da disposição para atividades do dia a dia.

Exames preventivos são fundamentais

O acompanhamento médico regular é indicado principalmente após os 40 anos ou antes, quando existem fatores de risco como histórico familiar, excesso de peso ou sedentarismo.

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“Os homens ainda têm o hábito de procurar ajuda apenas quando os sintomas já estão limitando suas atividades. A endocrinologia trabalha justamente com a prevenção. Avaliar periodicamente glicemia, colesterol, função da tireoide, composição corporal e, quando houver indicação clínica, os níveis hormonais permite identificar alterações precocemente e evitar doenças mais graves”, orienta a endocrinologista.

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