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Aço verde: o desafio da descarbonização

Redução das emissões de carbono passa a influenciar exportações, acesso a mercados e competitividade da indústria instalada no Espírito Santo

Por Angela Beserra

Navios carregados de minério, aço e pelotas ajudaram a transformar o Espírito Santo em um dos principais polos exportadores do Brasil. Dos anos 1970 para cá, grandes plantas industriais impulsionaram o crescimento da mineração, da siderurgia, do petróleo e da logística portuária no estado.

Agora, a mesma cadeia que sustentou esse avanço econômico passa a enfrentar uma nova exigência global: emitir menos carbono no processo produtivo. A mudança deixou de ser apenas ambiental. Passou a influenciar financiamentos, exportações, acesso a mercados e decisões estratégicas.

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A cadeia do aço é considerada uma das atividades industriais mais intensivas em emissão de carbono e, por isso, concentra parte da pressão internacional. Nesse cenário, o chamado aço verde, termo usado para definir rotas siderúrgicas com menor emissão, começa a ganhar espaço como símbolo de uma transformação mais ampla na indústria global.

O movimento já altera relações comerciais. Regulamentações como o CBAM, mecanismo europeu que cria cobrança sobre emissões embutidas em produtos importados, ampliaram a pressão sobre cadeias industriais exportadoras. Empresas passaram a enfrentar exigências maiores de rastreabilidade, comprovação de emissões e metas climáticas. 

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De acordo com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), a agenda de redução de carbono passou a afetar diretamente a competitividade. No estado, 80,6% das exportações são da indústria, segundo dados compilados pelo Observatório Findes, o que o torna mais sensível a esse cenário.

Paulo Baraona, presidente da Findes, afirma que mercados internacionais, investidores e cadeias globais já exigem produtos com menor pegada de carbono, indicador que mede o volume total de gases de efeito estufa (GEE), e maior controle ambiental. 

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“A agenda de descarbonização passou a ser um fator direto de competitividade industrial”, comenta.

Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

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