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Sustentabilidade sai do papel e entra na rotina das empresas

Pesquisa aplicada pelo Bandes e pelo Observatório Findes indica interesse de aplicar o ESG nos negócios; o custo, porém, é uma das maiores preocupações

Por Ludmila Azevedo

Reduzir a conta de luz, reaproveitar resíduos, organizar processos internos e conquistar novos mercados. Para pequenas e médias empresas capixabas, a agenda ESG – sigla em inglês que significa Ambiental, Social e Governança – está cada vez menos ligada a relatórios sofisticados e mais conectada à sobrevivência financeira e à competitividade. Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) em parceria com o Observatório Findes mostra que a pauta já faz parte da realidade empresarial do Espírito Santo, principalmente entre negócios de pequeno e médio porte.

O levantamento ouviu 200 empresas de 33 municípios capixabas, com predominância da indústria de transformação. Entre os participantes, 34% eram empresas de pequeno porte e 49% de médio porte. O estudo revela que 74% das empresas já possuem conhecimento básico ou intermediário sobre descarbonização. A eficiência energética já é a medida sustentável mais adotada pelas empresas entrevistadas, presente em 54% dos negócios consultados. Logo atrás aparecem gestão de resíduos e economia circular, com 51%.

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Mais do que preocupação ambiental, o movimento é impulsionado pela busca por eficiência e redução de custos. Segundo a pesquisa, 66% das empresas apontam a redução de despesas e decisões estratégicas internas como principal motivação para investir em sustentabilidade. Ainda assim, os desafios permanecem. O custo de implementação foi apontado por 71% das empresas como a principal barreira para avançar em projetos de descarbonização.

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Para o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Saintive, a percepção de que sustentabilidade é cara vem mudando gradualmente. Ele afirma que linhas de crédito verdes têm ajudado a transformar investimentos ambientais em ganhos financeiros concretos.

“Projetos como transição energética, modernização de equipamentos ou sistemas de reuso de água acabam gerando economia mensal significativa, reduzindo despesas operacionais e aumentando a competitividade da empresa”, destacou o executivo.

Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

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