Estudo da Findes busca identificar empresas aptas a integrar cadeia que envolve serviços de engenharia, logística, manutenção e reaproveitamento de materiais
Por Letícia Arcanjo
Empresas de diferentes segmentos da indústria capixaba podem conquistar novos negócios com o avanço do mercado de descomissionamento offshore. Além das empresas diretamente ligadas ao petróleo, áreas como logística, engenharia, reciclagem, siderurgia, manutenção e serviços ambientais podem encontrar novas oportunidades de negócios com a retirada e destinação de plataformas que encerram seu ciclo de operação.
Para entender o potencial de participação do Espírito Santo nessa cadeia, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), por meio do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE), iniciou um diagnóstico das competências existentes no Estado. O levantamento, feito em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), pretende identificar empresas, estruturas disponíveis e serviços que podem atender às demandas do setor.
Segundo Icaro Gomes, gerente executivo de Articulação e Competitividade da Indústria da Findes, o objetivo do mapeamento é compreender onde estão as maiores capacidades instaladas e quais áreas precisam ser desenvolvidas para ampliar a presença capixaba nesse mercado.
“O descomissionamento offshore representa uma nova fronteira de desenvolvimento para a indústria capixaba. Diversos segmentos têm potencial para atuar nesse mercado, como instalações portuárias, estaleiros, siderurgia, reciclagem, engenharia, logística, manutenção, gestão de resíduos e fornecimento de bens e serviços especializados”, afirma.
O executivo explica que o estudo não tem apenas a função de listar empresas, mas também de apontar caminhos para preparar a indústria local. “O projeto está na fase de diagnóstico, com o mapeamento das competências, da infraestrutura e da capacidade das empresas capixabas para atender às demandas do descomissionamento offshore. Depois, os dados serão consolidados para identificar oportunidades, desafios e prioridades”, destaca Gomes.

