O caminho correto para a sustentabilidade

O caminho correto para a sustentabilidade

Curitiba, 28 de fevereiro e 01 de março, Expo Renault Barigui. Ali aconteceu um dos principais eventos voltados para as Cidades Inteligentes e Humanas no Brasil.

O “Smart City Expo Curitiba” chegou para ficar no calendário dos eventos do setor no País e, ao lado do congresso Connected Smart Cities, se torna uma referência para quem quer conhecer sobre o tema.

Foram dois dias de muitos debates e de apresentação de estudos de caso que levaram à
conclusão de que as cidades inteligentes e humanas serão o motor do desenvolvimento do País na próxima década.

Renomadas instituições nacionais e internacionais participaram do evento e a turma do World Trade Center Curitiba e da Fira Barcelona, capitaneados pelo iCities, deram um show de organização. Com muito orgulho, a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas foi apoiadora do evento e agora vai trazer ainda mais novidades para todo o Brasil.

A Rede Brasileira estabeleceu parceria técnico-científica com a Escola Politécnica da USP, com o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos e com a Fundação Ezute para ajudar as cidades a montar sua infraestrutura básica para as cidades inteligentes. Por meio de estudos aprofundados e de uma modelagem técnica, econômica, financeira e jurídica, as cidades podem transformar seus parques de iluminação pública em plataforma de integração de dados.

A Cidade Inteligente somente pode nascer com esta infraestrutura. A inteligência de uma cidade está na integração das tecnologias que hoje são disponibilizadas para todos os setores e para a sociedade. Essa integração é fundamental para que todos os dados e informações que são gerados pelas diversas tecnologias fiquem à disposição de todos, permitindo que o conhecimento seja disseminado e apropriado por toda a sociedade.

As pessoas, que são a fonte dos dados e das informações, vivem nas cidades ou no campo. Por isso, desenvolver a cidade e o campo inteligente, da maneira correta, com infraestrutra
tecnológica, é o caminho para a sustentação da democracia no século XXI

Atualmente, os dados e informações estão sendo apropriados apenas pelas grandes empresas de tecnologia da informação e comunicação. Faça um teste. Programe uma viagem para uma cidade qualquer e veja as propagandas de hotéis e restaurantes que você vai receber no seu Facebook. Por enquanto, as empresas estão utilizando suas informações para vendê-las, sem a sua autorização. Mas e quando o dono de uma delas anuncia que pode ser candidato à presidência dos Estados Unidos? Como seria um presidente norte americano que tem os dados e informações das pessoas do mundo todo, mesmo sem autorização delas?

Se os dados estiverem disponíveis para todo mundo, democraticamente, o conhecimento é de todos e todos podem competir em condições iguais. Mas se fica nas mãos de poucos, a
competição é injusta.

As pessoas, que são a fonte dos dados e das informações, vivem nas cidades ou no campo. Por isso, desenvolver a cidade e o campo inteligente, da maneira correta, com infraestrutra
tecnológica, é o caminho para a sustentação da democracia no século XXI.

Hoje, fazer uma cidade inteligente no Brasil já é possível. Temos legislação, competência e
sabemos o caminho. É preciso que nossos gestores públicos saiam da mesmice e do modelo tradicional de gestão e ao invés de ficarem criando factóides com um projeto ou outro que usa a tecnologia inteligente, mas que por si só não faz da cidade uma cidade inteligente, comecem a trilhar o caminho correto e sustentável, cuidando do presente e do futuro de nossas pessoas.

A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, em parceria com as demais instituições, sabe o caminho. Que mais eventos como o “Smart City Expo Curitiba” e como o “Connected Smart Cities” aconteçam no Brasil, para ir abrindo a cabeça de nossos gestores públicos!


André Gomyde é Presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas.

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