Primeira M&A regional cria nova referência nacional em tecnologia industrial, impulsionando inovação e expansão nos mercados estratégicos
Por Thamiris Guidoni
A fusão entre as indtechs capixabas Etaure e Mogai marca a primeira operação de M&A entre empresas de tecnologia industrial do Espírito Santo. O anúncio foi oficializado na última sexta-feira, 30 de janeiro, na Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), e resulta na criação da Nova Mogai.
A nova empresa passa a atuar de forma integrada em setores estratégicos da economia brasileira, como siderurgia, mineração, logística portuária, fertilizantes e agronegócio. A companhia já atende clientes em quase todo o Brasil, com exceção do Acre, e possui propostas em países da América do Sul e da África, além de iniciar movimentos para entrada no mercado norte-americano.
A expectativa com a fusão é de crescimento anual entre 30% e 40%, com projeção de faturamento de cerca de R$ 16 milhões por ano. A estratégia inclui o cruzamento de portfólios entre clientes já atendidos pelas duas empresas, ampliando a oferta de soluções ao longo da cadeia produtiva industrial.
Segundo Saulo Bittencourt, CEO da Etaure, o contexto logístico do Espírito Santo favorece esse movimento.
“O estado passa por investimentos robustos em portos, ferrovias e modernização logística, algo em torno de R$ 65,8 bilhões até 2027. Isso demonstra que o Espírito Santo está no caminho para se tornar um hub logístico.”
E completa: “A união de nossas empresas tem o objetivo de entregar soluções completas para as grandes corporações industriais. A ideia é ampliar a capacidade tecnológica de armazenamento e movimentação de grãos, minérios, fertilizantes e produtos industriais em toda a cadeia produtiva: das fazendas, minas e indústrias até os portos, e vice-versa”.
Franco Machado, CEO da Mogai, afirma que a fusão amplia a atuação logística das soluções já desenvolvidas.
“A Mogai já atuava no ciclo produtivo de commodities agrícolas e minerais do campo à indústria, agora com a Etaure, vamos do campo ao porto, que é o destino de grande parte das commodities produzidas no Brasil. Com a fusão, fechamos esse ciclo”.
A Mogai recebeu investimento do fundo Primatec em 2018, fator que contribuiu para sua expansão e para a consolidação do processo que culminou na fusão.


