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quinta-feira, 11 agosto, 2022

Térmica de Viana começa a gerar energia contratada em leilão

A Usina Termelétrica Viana (UTE Viana), em Viana, começou a gerar energia nesta semana, após ampliação e mudança da matriz energética. Foto: Divulgação/Tevisa

O projeto foi um dos três contratados para o Espírito Santo no leilão emergencial de energia elétrica, em 2021

Por Amanda Amaral 

Os três projetos do Espírito Santo que venceram o leilão emergencial para contratação de energia elétrica começaram a operar. A Usina Termelétrica Viana (UTE Viana), em Viana, iniciou a geração no dia 14 de julho, e além de ampliar sua capacidade, também mudou sua matriz energética de óleo combustível para gás natural.

A planta conta agora com quatro novos motogeradores que garantem um incremento de 37,480 MW (UTE Viana 1), 21,4% a mais em relação aos 174,6 MW instalados antes da expansão.

UTE Viana, da Tevisa, passa a ter capacidade para gerar energia elétrica para o atendimento de 760 mil residências, com consumo aproximado de 200 kWh/mês. A conexão ao Sistema Interligado Nacional se mantém através de uma linha de transmissão de 345 kV com a subestação Viana de Furnas.

Gás Natural 

A TEVISA operava desde janeiro de 2010, por despachos (ordens de operação) emitidos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), apenas com motores a óleo combustível (OCB1).

Agora, o gás natural será fornecido pela Petrobras e recebido por meio do primeiro Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (Cusd) do mercado livre de gás no Espírito Santo. A companhia responsável pela distribuição é a ES Gás. O consumo é estimado em 200.000m³/dia.

O diretor de Operações da ES Gás, Antonio Fernando Cesar Filho, destaca o ineditismo do empreendimento: “Tanto a construção do duto quanto da térmica foram realizados em um prazo muito curto, visando ao atendimento da demanda. O recado é muito claro: estamos aptos a atender as demandas energéticas de entes públicos ou privados”, diz.

Termoelétricas de Linhares

Além da Tevisa, as UTEs Povoação e Luiz Oscar Rodrigues de Melo (LORM), ambas em Linhares, também foram contempladas no leilão emergencial e já iniciaram suas operações. A previsão é de que gerem energia com gás natural até 2025. A ES Gás também será responsável pela interligação das usinas aos gasodutos de transporte, suprindo as térmicas da infraestrutura necessária para as operações.

Mercado livre de gás

As térmicas são as primeiras a assinarem contratos com a ES Gás dentro do mercado livre de gás. Foto: Divulgação/ES Gás

As térmicas capixabas são as primeiras empresas a assinarem contratos com a ES Gás dentro do mercado livre de gás, modalidade em que os contratantes podem negociar a molécula de gás diretamente com comercializadores de sua preferência, remunerando a ES Gás pela movimentação nos seus dutos de distribuição, conforme prevê o Cusd.

O Estado do Espírito Santo foi um dos primeiros a regular o mercado livre de gás, assim que a nova legislação federal permitiu por meio da Lei Estadual 11.173/2020. Assim, os consumidores capixabas podem contar com duas possibilidades: adquirir diretamente de comercializadores credenciados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) ou adquirir por intermédio da ES Gás.

Leilão de energia

O Leilão Emergencial de Energia foi promovido no final de 2021 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e gerou 17 contratos com usinas (três delas situadas no Espírito Santo) para fortalecer o sistema de energia do país.

O objetivo, a fim de ajudar na recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, era garantir o fornecimento no caso de crise hídrica. Das usinas contratadas, 14 são movidas a gás natural, uma a biomassa e duas são solares fotovoltaicas.

Com informações da Tevisa e da ES Gás. 

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