Tecnologia de redução de poeira passa a funcionar na Vale

Canhão de névoa em funcionamento (Fotografia: Divulgação)

Tecnologia inédita no Brasil faz parte do plano ambiental da empresa e começa a operar no pátio de pelotas das Usinas de 1 a 4 na Unidade Tubarão

A Vale deu início à operação dos canhões de névoa anunciados em seu plano de investimentos ambientais. Os equipamentos, inéditos no Brasil, estão instalados no pátio de pelotas das Usinas 1 a 4 na Unidade Tubarão, em Vitória, e lançam microbolhas de água sobre as pilhas, formando uma espécie de neblina. As microbolhas se juntam às partículas em suspensão, retirando-as do ar, aumentando a eficiência do sistema de controle ambiental já existente, composto por wind fence (barreira de vento) e supressor de pó.

Com acionamento automático, os três canhões de névoa instalados estão previstos no Plano Diretor Ambiental da Vale e fazem parte também do Termo de Compromisso Ambiental assinado pela empresa, com ações previstas até 2023. Entre os destaques das ações de controle da poeira estão a aplicação de produto à base de celulose nas pilhas de minério – em uso desde o ano passado; a implantação de quatro novas wind fences; e a adequação de 40 km de correias transportadoras. Este ano, serão concluídos o fechamento inferior do píer de carvão e o enclausuramento da baia de insumos da Usina 8.

Essas e outras intervenções totalizam um investimento de R$ 1,27 bilhão e atendem às recomendações do Plano de Metas da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, focadas em tratar as fontes de emissões difusas provenientes da movimentação de produtos em pátios, correias transportadoras, píeres e usinas. Também estão previstos estudos de novas tecnologias para as chaminés, além de ações relacionadas ao tratamento de efluentes.

O canhão de névoa é semelhante a uma turbina de avião (Fotografia – Divulgação)
Redução de partículas suspensas

O Plano Diretor Ambiental representa um avanço nos investimentos e resultados para redução de poeira alcançados pela Vale nos últimos anos. Com os investimentos feitos entre 2007 e 2017 – que somam cerca de R$ 1 bilhão – os equipamentos de controle ambiental da Unidade Tubarão já se encontram entre as chamadas Melhores Tecnologias Práticas Disponíveis (MTPD), de acordo com o relatório elaborado pela Cetesb, pelo Iema e pelos ministérios públicos, o que reafirma a eficiência dos controles ambientais instalados nos últimos anos.

Conheça a tecnologia
  • São 3 canhões parecidos com turbinas de avião, cada um pensando 6,5 toneladas e com 7 metros de comprimento;
  • A instalação durou 11meses e incluiu a construção de três torres metálica de 9 metros de altura;
  • Cada canhão projeta névoa em um raio de até 150 metros;
  • Os canhões são acionados automaticamente a partir de uma estação meteorológica que mede as condições climáticas e a concentração de partículas no pátio;
  • Basta identificar uma das variáveis para que o canhão seja acionado (veja quais são abaixo);
  • Os canhões são ligados em até 30 segundos após a identificação de qualquer uma dessas variáveis.
Visão aérea do canhão de névoa em funcionamento (Fotografia – Divulgação)

Variáveis analisadas para o acionamento automático dos canhões

  • Velocidade do vendo – maior que 5 km/h (1,2 m/s);
  • Direção do vento – quandrate nordeste (0° a 90°);
  • Volume de chuva acumulado – inferior a 1mm em 7 dias;
  • Concentração de particulado (PM10) – maior do que 50 microgramas/m³
  • Radiação solar – maior do que 250 watts/m² por mais de 15 minutos

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