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TCE-ES faz apontamentos sobre atendimento à saúde mental no ES

Núcleo de Controle Externo de Avaliação e Monitoramento do TCE-ES realizou fiscalização em unidades estaduais e municipais

Por Robson Maia

Auditores do Núcleo de Controle Externo de Avaliação e Monitoramento de Políticas Públicas de Saúde (NSaúde), do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), terminaram, nesta semana, uma auditoria na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Estado e municípios capixabas. A fiscalização foi concluída com 17 constatações e mais de 30 recomendações. 

Neste mês é celebrado o janeiro branco, destacando a conscientização relacionada à saúde mental e emocional. O órgão do TCE-ES tem realizado ações de fiscalização para garantia de atenção e apoio necessário, independentemente de sua condição socioeconômica.  

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“A importância deste trabalho reside em sua capacidade de evidenciar falhas críticas no sistema de atendimento à saúde mental, como tempo de espera para consultas de psiquiatria superior a 100 dias, Caps com estruturas físicas inadequadas e com equipes mínimas incompletas, ausência de Caps em municípios elegíveis para habilitação desse ponto de atenção de saúde mental nos municípios, dentre outros pontos destacados no relatório. Ao trazer à luz essas questões, a auditoria não apenas cumpre seu papel de fiscalização, mas também serve como um catalisador para mudanças positivas e necessárias no sistema de saúde mental do nosso estado”, comentou a supervisora da auditoria, Mayte Aguiar. 

O objetivo da auditoria, segundo o órgão, foi avaliar se os pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial estão suficientes e adequados para o atendimento dos portadores de transtornos mentais e usuários de álcool e drogas. Os achados foram constatados após a apresentação de cinco questões de auditoria.  

Por meio delas, foi analisado: os Caps estão adequados, qualitativa e quantitativamente, para o atendimento? Em que medida os Caps existentes estão cumprindo suas finalidades? Está sendo observado o prazo para a realização de consultas psiquiátricas? Os pontos de atenção da Raps estão habilitados junto ao Ministério de Saúde? Entre outros pontos. 

Entre os problemas encontrados estão a ausência de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em diversos municípios; a necessidade de adequação ou atualização das referências hospitalares para transtornos mentais; e o tempo de espera superior a 100 dias para a realização de consultas com psiquiatras ou psicólogos; e a inexistência de financiamento federal para equipes e pontos de atenção. 

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O TCE-ES realizou indicações para que as estruturas sejam melhoradas, que unidades do Caps sejam implantadas e que os atendimentos sejam regularizados. Foi recomendado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por exemplo, habilitar os atuais 18 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), junto Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (Saips), com os devidos acompanhamentos dos processos, de modo que possam ser financiados por recursos federais. 

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Em relação aos Caps, foi recomendado que novas unidades sejam implantadas, que a estrutura física deles seja melhorada e que as equipes dos Caps sejam completadas.  Já em relação às consultas psiquiátricas e psicológicas, foi recomendado que sejam assegurados os atendimentos no prazo máximo de 100 dias definido pelo Enunciado 93 do CNJ. 

Além disso, em relação às equipes multiprofissionais, Caps, leitos e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) não habilitados junto ao Ministério da Saúde, foi recomendado que a Secretaria de Estado da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde envidem os esforços necessários para as suas habilitações, tendo em vista a possibilidade de aporte de recursos federais da ordem de R$ 10.724.547,00 anuais. 

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