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TCE-ES aponta melhora nas contas dos municípios

Estudo do Tribunal de Contas mostra avanço no equilíbrio financeiro das prefeituras capixabas e maior capacidade de reação a crises

Por Denise Miranda

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) divulgou nesta segunda-feira (18) o novo Índice de Vulnerabilidade Fiscal (IVF), apontando melhora no cenário financeiro dos municípios capixabas em 2025. O levantamento avaliou as 78 prefeituras do Estado e identificou crescimento no número de cidades com situação fiscal considerada mais equilibrada, mesmo em um contexto de instabilidade econômica e impactos provocados pelas tensões no comércio internacional.

Segundo o estudo, o Espírito Santo passou a ter 32 municípios em baixa vulnerabilidade, 45 em média vulnerabilidade e apenas um em condição de alta vulnerabilidade fiscal. Em relação aos anos anteriores, houve redução das cidades em situação mais delicada e avanço das administrações com maior capacidade de enfrentar oscilações de receita e aumento inesperado de despesas. O auditor de Controle Externo Robert Detoni, responsável pelo levantamento, destacou que os dados mostram evolução consistente das finanças municipais. “Houve redução da vulnerabilidade de forma geral”, afirmou.

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Entre os municípios com melhor desempenho em 2025, Aracruz registrou o menor índice, com 32 pontos. Também aparecem entre os destaques Fundão, João Neiva, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante e Vitória, todos com 41 pontos. Na prática, cidades classificadas em baixa vulnerabilidade tendem a apresentar maior equilíbrio nas contas públicas, menor pressão sobre endividamento e previdência, além de mais capacidade de investimento e manutenção de serviços essenciais mesmo em períodos de instabilidade econômica.

O levantamento também definiu municípios prioritários para acompanhamento técnico e ações de controle externo. Na faixa de alta prioridade estão Barra de São Francisco, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Irupi, Itapemirim, Iúna e Pancas. Já Atílio Vivácqua, Ibitirama, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul e Presidente Kennedy foram classificados em média prioridade. Anchieta, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Mantenópolis, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, São José do Calçado, São Mateus e Viana ficaram na faixa de baixa prioridade para fiscalização preventiva.

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O estudo também identificou estabilidade nas finanças estaduais, com manutenção de níveis considerados baixos ou toleráveis de exposição fiscal nos últimos anos. Para o TCE-ES, o resultado reforça a importância do monitoramento contínuo das contas públicas e da integração entre órgãos de controle, gestores municipais e equipes técnicas de planejamento. O levantamento aponta ainda que a melhora registrada em 2025 representa uma reversão da tendência observada no período pós-pandemia. Segundo Robert Detoni, os recursos extraordinários recebidos durante a Covid-19 reduziram artificialmente os índices fiscais em 2020 e 2021. Agora, a evolução dos indicadores é considerada mais estrutural e consistente.

Índice de Vulnerabilidade Fiscal

Criado pelo TCE-ES, o IVF é um indicador para medir a capacidade financeira dos municípios diante de crises econômicas, queda de arrecadação ou aumento inesperado de despesas. O cálculo considera quatro critérios principais: margem recorrente, ligada à geração de resultado fiscal positivo; endividamento; situação previdenciária dos municípios; e liquidez, relacionada à disponibilidade de caixa para cumprimento das obrigações financeiras. Cada componente recebe nota de zero a 25 e, quanto menor a pontuação final, menor é o grau de vulnerabilidade das contas municipais.

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