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quarta-feira, 29 maio, 2024

Vídeo de menino dizendo ser o diabo em escola levanta discussões na web

Nervosa por esperar alguém buscá-la na escola, criança tem ataque e diz ser o diabo. Internautas levantaram a falta de apoio psicológico como resultado da atitude

Circula nas redes sociais um vídeo que vem chamando atenção do público e da comunidade escolar. Nas imagens, que ganharam destaque nesta semana, um estudante de, aparentemente, 7 anos aparece revoltado por ficar esperando alguém buscá-lo depois da aula. Nervoso, ele brada que odeia Jesus, que é do diabo e que vai matar a família e “todo mundo da escola”. Não há informações sobre a cidade em que ocorreu o fato ou quando o vídeo foi gravado.

Nas redes sociais, o vídeo levantou discussões entre os internautas sobre a educação recebida pela criança e a necessidade de um suporte psicológico na escola.  “Como professor, eu digo que a gente ter que lidar com uma cena dessa não é fácil. A gente acaba carregando um pouco dessa inquietação pra casa e se fazendo mil perguntas sobre como ajudar”, disse um internauta numa publicação do vídeo no TikTok.

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“Para de criticar essa criança. Esse menino precisa de ajuda, tem algo de errado acontecendo pra essa criança agir assim”, disse outra internauta. “Ninguém sabe o que essa criança está passando, tem que saber o que ele está passando com essas pessoas que estão cuidando dele”, levantou outra outra. 

A situação mostrada nas imagens começa com o garoto chutando as pernas de uma mulher, provavelmente funcionária da instituição de ensino. Aos gritos e mandando quem o interrompia calar a boca, a criança diz: “Eu vou matar minha mãe. Eu vou matar todo mundo da minha família”.

Ele segue nervoso relatando que vai matar todo mundo e que no futuro vai destruir a escola. “Eu vou matar todo mundo. Eu não sou de Jesus. Eu sou do diabo, p####. Eu gosto de diabo…  Quando eu crescer, eu vou demolir essa escola. Eu vou matar todo mundo nessa vida filha da p###. Jesus é um filho da p### da p#### mesmo. Me libera logo, seus fiho da p###”, disse a criança.

Assista ao vídeo da criança que gerou toda a polêmica

Psicólogo nas escolas

O comportamento apresentado pela criança assustou outros internautas, que questionaram a falta de ação dos adultos presentes no momento da gravação. Muitos evidenciaram a importância de ajuda psicológica desde cedo tanto em casa como na escola. 

“Cadê o preparo da escola, discutindo com o aluno”, escreveu uma internauta no Kwaii. “Isso é uma criança revoltada, precisa de cuidados”, disse outro. “Gente, essa criança precisa de muito amor e cuidados psicológicos e espirituais”, comentou outra na mesma plataforma.

Vale lembrar que, em 2019, foi aprovada a Lei nº 13.935 no Brasil. Ela garante atendimento psicológico a alunos de escolas públicas com equipes multiprofissionais, que vão buscar a melhoria do processo de aprendizagem e das relações entre alunos, professores e a comunidade escolar. Quando houver necessidade, os alunos deverão ser atendidos em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, muitas escolas ainda não implementaram ainda o que a lei exige.

O Conselho Regional de Psicologia (CRP-16) informa em seu site que articula com o poder público a necessidade de implementação da Lei 13.935/2019 (prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica) nas escolas do Espírito Santo, ainda mais após os ataques a duas escolas em Aracruz, em 2022.

“Em contato com o município de Aracruz e com o governo do Estado, a autarquia se disponibilizou a auxiliar para que o poder público efetive a aplicação da lei. Importante salientar que a atuação da Psicologia nesse espaço não visa à realização de atendimento psicoterapêutico/individualizado nas escolas. Mas sim, contribuir para o fortalecimento de estratégias pedagógicas transversais que trabalhem com a comunidade escolar como um todo, temas importantes para a sociabilidade com respeito à diversidade, pluralidade de ideias, tolerância e mitigação de discursos de ódio para, de alguma maneira, prevenir que episódios como esse se repitam”, diz o conselho.

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