O evento Sustentabilidade Brasil 2025 antecipou debates para a COP 30, e produziu documentos importantes para o debate climático
Por Amanda Amaral
Temas como transição energética, saúde, justiça climática, cultura, sustentabilidade criativa, economia azul, ESG, e tantos outros, estiveram em destaque durante quatro dias em Vitória por conta do evento Sustentabilidade Brasi 2025, que também antecipou discussões sobre a COP30, que acontece em novembro no Pará.
Na 5º edição do evento, cerca de 18 mil pessoas participaram. Foram gerados relatórios, recomendações e devolutivas públicas feitas por especialistas, líderes e representantes do poder público. Com curadoria da Instituto Sustentabilidade Brasil (ISB), o evento contou com 40 painéis interconectados, Grupos Técnicos de Trabalho, uma Jornada Científica e a adoção formal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS).
O evento surgiu a partir do evento Sustentabilidade Capixaba, que contou com três edições. O Espírito Santo hoje, por meio do governador Renato Casagrande, ocupa a presidência do Consórcio Interestadual sobre o Clima, o Consórcio Brasil Verde. O mandatário do Espírito Santo recebeu um termo de compromisso do ISB, que também será entregue ao Ministério das Relações Exteriores, à Comissão Nacional para os ODSs e aos organizadores da COP 30.
O documento apurou, por exemplo, que 52,5% das pessoas painelistas eram mulheres, 46,7% homens; 56,6% se autodeclararam brancas, 18,9% pretas, 15,6% pardas, 5,7% indígenas e 1,6% amarelas. A região Sudeste concentrou 86,9% da participação, com destaque para o Espírito Santo (54,5%), seguido por São Paulo (32,7%), Rio de Janeiro (8,9%) e Minas Gerais (4%). Em relação aos setores representados, a sociedade civil respondeu por 35,2% dos participantes, seguida pelo setor empresarial (27,9%), acadêmico (20,5%) e poder público (16,4%).

No último dia do Sustentabilidade Brasil 2025, o tema “Políticas Públicas Regenerativas para Litorais do Brasil” foi apresentado por Sérgio Xavier, especialista em gestão ambiental e formulação de políticas públicas, coordenador-executivo do FBMC e integrante do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima. “Se tem um lugar onde a gente precisa atuar com urgência é no modelo de negócio. É ele que define se vamos incluir ou excluir pessoas, preservar ou destruir modos de vida e culturas. Por trás de cada grande problema ambiental, há um modelo econômico que precisa ser redesenhado para garantir a sobrevivência das espécies, inclusive a nossa”, disse Sérgio Xavier.
Jornada Científica
Os ganhadores da Jornada Científica em primeiro lugar foram Cayo Freitas, Adriana Ferreira, Anna Clara Lins, Jousiclécia dos Santos, Lívia Lino e Mauro da Paz, com o trabalho Toque sustentável: educação inclusiva com uso de materiais recicláveis. Já Raíssa Luchi, Annor da Silva Júnior e Kátia Vasconcelos ficaram em segundo lugar com o estudo Entre práticas instituídas e percepções vividas: uma análise da gestão sustentável de recursos humanos.

