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Casagrande defende protagonismo dos estados e anuncia preparativos para a COP30

Governador destacou as políticas ambientais do Estado e a importância da liderança local durante o Fórum de Líderes Locais da COP30

Por Denise Miranda

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, reforçou o papel estratégico dos governos estaduais e municipais no enfrentamento das mudanças climáticas, durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, realizado nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro. O evento é uma prévia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém (PA), e reuniu autoridades, gestores públicos e especialistas de diversos países.

Casagrande, que preside o Consórcio Brasil Verde — uma coalizão que integra 15 estados comprometidos com políticas sustentáveis — destacou que o sucesso das metas globais depende da atuação direta das administrações locais. “É fundamental que estados e municípios assumam protagonismo cada vez maior na implementação de ações climáticas concretas. Somente assim poderemos atingir as metas propostas nos acordos internacionais”, afirmou o governador.

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Consórcio Brasil Verde

Durante o evento, Casagrande apresentou as principais iniciativas do Espírito Santo, com destaque para o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera proprietários rurais que preservam ecossistemas e mantêm áreas de floresta nativa. O modelo capixaba tem sido apontado como referência nacional em sustentabilidade e gestão ambiental.

Pela manhã, o governador participou de uma apresentação do Consórcio Brasil Verde na Embaixada da União Europeia e, logo após, manteve reunião com a vice-presidente executiva da Comissão Europeia de Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Rivera. À tarde, integrou o painel “Mergulhando fundo: Desbloqueando as Finanças Subnacionais”, no qual defendeu a ampliação dos mecanismos de financiamento climático direto para estados e municípios.

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Casagrande também esteve no encontro “Potencial Climático da Natureza: Conectando Oportunidades de Financiamento para Governos Subnacionais”, exclusivo para líderes da América Latina. O debate discutiu formas de fortalecer políticas regionais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Boas práticas ambientais

O governador lembrou que o Espírito Santo foi um dos primeiros estados a instituir o Plano Estadual de Mudanças Climáticas e a estruturar um sistema de governança voltado à transição ecológica. “Criamos o Consórcio Brasil Verde por conta da ausência do Governo Federal à época e hoje temos 15 Estados participantes. É importante que todos tenham suas políticas ambientais”, afirmou Casagrande.

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E destacou que, apesar dos avanços, as experiências ainda são incipientes e os investimentos continuam voltados para ações tradicionais. “Os investimentos ainda são ‘cinzas’, como reservatórios, obras de macrodrenagem e muros de contenção. Dentro do nosso Plano de Adaptação estamos contratando mapas de risco para os municípios, levando à reflexão sobre o que podemos aproveitar da natureza”, completou.

Ele ressaltou ainda, a importância de alinhar investimentos entre os entes federativos. “Precisamos estar alinhados para que os investimentos possam chegar. Os governos subnacionais têm mais condições de realizar investimentos e, por isso, é fundamental estarmos na mesma sintonia e levarmos juntos os municípios, que nem sempre têm capacidade de efetivar seus projetos”, acrescentou.

Preparativos para a COP30

Casagrande confirmou presença na COP30, marcada para este mês em Belém (PA), onde o Espírito Santo deve apresentar novas propostas de cooperação climática e soluções locais com impacto global. “É fundamental que os líderes subnacionais tenham voz ativa neste importante fórum global sobre mudanças climáticas. Levaremos as demandas e as soluções desenvolvidas aqui, no Rio de Janeiro, para a Conferência”, afirmou o governador.

O evento no Rio reforçou o papel de Casagrande como uma das principais lideranças nacionais na pauta ambiental. O governador deve anunciar durante a COP30 novos investimentos em programas de reflorestamento, adaptação climática e financiamento verde.

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