Projeto em parceria com empresa capixaba aposta em IA e sensores para tornar robôs mais seguros e inteligentes em ambientes dinâmicos
Por Thamiris Guidoni
A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) deu início a um projeto de pesquisa de ponta em Robótica Autônoma, desenvolvido em parceria com a LUME ROBOTICS S.A. e com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). Intitulado “Life Long SLAM e Estimativa da Trajetória Futura de Objetos Movíveis para Robôs Autônomos“, o estudo tem como foco ampliar os limites da navegação autônoma, com soluções mais seguras, inteligentes e adaptáveis a ambientes dinâmicos.
A iniciativa é coordenada pela professora doutora Claudine Santos Badue, do Departamento de Informática do Centro Tecnológico (DI/CT) da UFES. O projeto investiga o uso de modelos generativos e técnicas avançadas de aprendizado profundo aplicadas ao Life Long SLAM, abordagem que permite ao robô localizar-se e mapear o ambiente continuamente ao longo de sua vida útil, além da predição da trajetória futura de objetos em movimento.
A pesquisa integra dados de múltiplos sensores, como LiDAR, câmeras e sistemas de odometria, explorando arquiteturas modernas de aprendizado profundo, incluindo “transformers” e redes neurais multimodais. A proposta é combinar essas diferentes fontes de informação de forma robusta e eficiente, aumentando a capacidade dos robôs de compreender e reagir a cenários complexos e em constante transformação.
Entre os principais eixos do projeto estão o desenvolvimento de algoritmos capazes de criar e atualizar mapas de forma contínua, mesmo em ambientes sujeitos a mudanças de longo prazo, como obras e alterações estruturais, e a criação de modelos que preveem com alta precisão a trajetória futura de veículos, pedestres e outros robôs, considerando tanto a física do movimento quanto padrões comportamentais aprendidos a partir dos dados.
As soluções desenvolvidas terão aplicação direta em veículos autônomos, como os projetos IARA e ART, desenvolvidos pela UFES e apoiados pela FEST, reforçando o papel da universidade e da fundação como agentes estratégicos na promoção da inovação, da pesquisa aplicada e da transferência de tecnologia para a sociedade.
Com informações da FEST.


