Projeto da FEST, em parceria com a Ufes, ICMBio e Marinha do Brasil, leva inovação científica ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo
Por Thamiris Guidoni
Tiveram início as obras da nova Estação Científica no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, uma das regiões mais remotas e estratégicas do território brasileiro no oceano Atlântico. O projeto é desenvolvido pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Marinha do Brasil.
O arquipélago abriga uma biodiversidade marinha singular e tem papel fundamental para a pesquisa científica, o monitoramento ambiental e a soberania nacional. A nova estação será a terceira instalada no local e vai ampliar a capacidade de permanência de pesquisadores, contribuindo para estudos científicos em uma área de difícil acesso.
A obra é financiada com recursos de compensação ambiental e prevê a construção de uma estrutura conectada ao farol principal por meio de uma passarela, além da implantação de um abrigo de segurança. O projeto foi desenvolvido para atender às condições extremas do ambiente oceânico, com soluções construtivas específicas para o local.
“Nos dedicamos por muito tempo à pesquisa de materiais que fossem duráveis, resistentes, de baixa manutenção e, ao mesmo tempo, leves, já que a própria ilha impõe desafios muito específicos para qualquer construção”, explicou o arquiteto Bernardo Dias, integrante da equipe responsável pelo projeto, coordenado pela professora doutora Cristina Engel, do Departamento de Arquitetura da Ufes.
A presença científica permanente no arquipélago é garantida pela Marinha do Brasil desde 1998, por meio do Programa Proarquipélago, e desde 2018 a área é protegida por unidades de conservação federais sob gestão do ICMBio. A nova estação reforça a cooperação entre instituições públicas e acadêmicas para o avanço da ciência e da conservação ambiental em território oceânico brasileiro.


