Bancários denunciam prejuízos causados para trabalhadores e clientes após anúncio de fechamento de duas agências da Caixa, uma na Serra, e outra em Vitória
Por Kikina Sessa
Anúncio feito pela direção da Caixa de fechamento da agência Central Laranjeiras, na Serra, e da agência no Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes), em Vitória, gerou protestos dos bancários. De acordo com o comunicado do banco, as duas unidades serão transformadas em agências de negócios, sem caixa e sem atendimento à população em geral.
“A Caixa está falando que não é fechamento, que é um redesenho de unidades, mas isso é uma mentira. Se a unidade vai ser encerrada para atendimento ao público, ou seja, a população ficará sem mais um ponto de atendimento, então é fechamento sim! Por isso estamos alertando a população, acolhendo os colegas da Caixa e repudiando mais esse ataque à rede de atendimento no estado, que vem reduzindo cada vez mais o papel social da Caixa. A nossa defesa é por uma Caixa 100% pública, forte e para toda a população”, denunciou André Tosta, diretor do Sindibancários-ES.
De acordo com o sindicato, desde 2024 a Caixa vem encerrando o funcionamento de agências e ampliando o número das que são transformadas em agências de negócios. Neste ano, até outubro, foram fechadas 10 agências no Espírito Santo, sendo que uma delas foi a do Hospital Metropolitano, bem próxima à unidade da Central Laranjeiras, que agora será transformada em agência de negócios.
Nos últimos cinco anos, pelo menos 72 agências encerraram suas atividades, e até o fim de 2025 esse número deve chegar a 77, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários-ES). Somente em 2025, foram fechadas 26 unidades em diferentes municípios capixabas, e outras cinco devem encerrar o funcionamento até o final de 2025.
Reportagem recente publicada no site da ES Brasil trouxe informações sobre esse cenário no Estado.
“O fechamento de agências bancárias, caso ocasione o descumprimento de direitos dos empregados, sejam aqueles garantidos em lei, negociação coletiva ou normativos internos, ao exemplo dos que tratam de jornada, adicionais e condições de trabalho, configura violação a gerar significativo passivo trabalhista para a instituição”, comenta o advogado Yghor Dalvi, sócio do escritório Ferreira Borges, destacando que o fechamento de agências bancárias gera, de forma imediata, uma sobrecarga de trabalho para os empregados em unidades próximas que acabam por assumir o volume de atendimentos daquela extinta.

