Veterinários ensinam como evitar riscos à saúde de cães e gatos durante as altas temperaturas do verão. Para os cães, especialistas recomendam cuidados simples
Por Thamiris Guidoni
O verão promete ser um dos mais quentes do Brasil, segundo previsões meteorológicas, e mesmo a possível atuação do fenômeno La Niña não deve ser suficiente para amenizar as altas temperaturas previstas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). Nesse cenário, cães e gatos exigem atenção redobrada, já que o calor intenso pode provocar desidratação, insolação e até quadros graves de hipertermia.
A médica veterinária Thaiz de Deco Souza, professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faesa, alerta que os pets sentem de forma intensa o aumento da temperatura. “Respiração ofegante, dificuldade respiratória e salivação excessiva podem ser sinais de desidratação ou insolação. Em casos graves, o calor pode causar hipertermia, com temperatura corporal acima de 41ºC, levando à falência de órgãos e até à morte do animal. Adotar medidas preventivas é fundamental”.
Para os cães, especialistas recomendam cuidados simples no dia a dia, que ajudam a reduzir os riscos causados pelo calor excessivo:

- Água fresca sempre disponível, trocada várias vezes ao dia;
- Passeios fora dos horários mais quentes, antes das 9h ou após as 17h;
- Ambientes sombreados e ventilados, evitando locais abafados ou expostos ao sol;
- Produtos refrescantes, como tapetes e colchões gelados;
- Tosa moderada, sem retirar totalmente o pelo, que também protege a pele.
No caso dos gatos, o calor traz desafios específicos, principalmente relacionados à hidratação. A médica veterinária Polyana Paixão, especialista em felinos, explica que, por terem ancestrais desérticos, os gatos já costumam ingerir pouca água. “Com as altas temperaturas, eles ficam mais apáticos e a ingestão hídrica pode diminuir ainda mais, favorecendo problemas renais, como cálculos e obstruções urinárias”, afirma. A recomendação é espalhar potes de água fresca pela casa, usar fontes e oferecer alimentos úmidos, como sachês e petiscos cremosos.
Sorvete pode?
Além disso, é importante garantir áreas frescas para descanso, como superfícies frias e tapetinhos gelados. Para os gatos que passeiam na coleira, a orientação é sair apenas após o pôr do sol. Sobre alimentação refrescante, especialistas alertam que sorvetes tradicionais não são indicados para pets, por conterem açúcar, gordura e lactose, além de ingredientes tóxicos como chocolate e xilitol. A alternativa mais segura são petiscos gelados próprios para animais ou versões caseiras com frutas permitidas, água ou água de coco, sempre com moderação. As informações são da Petz.

