Especialista orienta tutores a adotarem cuidados simples como sombra e água fresca para proteger os pets durante as ondas de calor
Por Jessica Coutinho
Animais de estimação podem sofrer com o calor excessivo, principalmente durante períodos de altas temperaturas. De acordo com o adestrador Henrique Baccar, especialista em comportamento animal que atende pela plataforma GetNinjas, os pets têm mais dificuldade para regular a temperatura corporal e, por isso, estão mais expostos a problemas como desidratação, exaustão térmica e insolação.
Entre os sinais de superaquecimento estão respiração ofegante em excesso, salivação densa, cansaço incomum, língua e gengivas com coloração avermelhada ou azulada, letargia, vômitos e desmaios. Ao notar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar um veterinário imediatamente.
Segundo Baccar, cães de raças braquicefálicas, como buldogues e pugs, são mais sensíveis ao calor e devem ser monitorados com mais rigor. Já os gatos, embora se adaptem melhor às temperaturas elevadas, também precisam de hidratação e abrigo adequados.
A recomendação é manter consultas veterinárias em dia, principalmente nos períodos mais quentes.
Para evitar riscos, o especialista orienta os tutores a adotar algumas medidas:
1. Água fresca sempre disponível
Manter potes de água limpa ao alcance dos animais. Cubos de gelo ajudam a conservar a temperatura por mais tempo.
2. Evitar atividades físicas intensas
Os passeios devem ser curtos e realizados no início da manhã ou no fim da tarde. Superfícies quentes podem queimar as patas dos pets.
3. Ambiente ventilado e com sombra
Os animais devem permanecer em locais protegidos do sol. Em ambientes internos, o uso de ventiladores ou ar-condicionado pode ajudar.
4. Não deixar o animal dentro do carro
Mesmo por pouco tempo, o interior de um veículo parado pode atingir temperaturas perigosas rapidamente.
5. Observar sinais de superaquecimento
Mudanças no comportamento, como cansaço extremo ou respiração pesada, exigem atenção imediata.

