Os dias de folia chegaram! Com isso, veterinária alerta para os riscos do calor, barulho e aglomerações. Profissional reforça cuidados essenciais para a saúde dos pets
Por Thamiris Guidoni
Os dias de folia já começaram e, para muitos tutores, o Carnaval também vira um convite para incluir os pets na programação. Mas será que levar cães e gatos para blocos e festas é realmente recomendado?
A médica-veterinária Thaiz de Deco Souza, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faesa, faz um alerta: ambientes com grande aglomeração não são indicados para os animais.
“Não é recomendado levar pets para blocos de rua e festas com grande aglomeração, calor intenso e barulho excessivo. Esses ambientes oferecem alto risco de estresse, desidratação e acidentes. Caso o tutor opte por levar o animal, o ideal é escolher locais preparados para receber pets, como alguns shoppings que promovem eventos controlados, com espaços adequados, menor nível de ruído e estrutura para o conforto dos animais. Mesmo assim, é fundamental manter o pet sempre de coleira e guia”, orienta.

Segundo a veterinária, os riscos durante o Carnaval vão além do desconforto momentâneo.
“Os principais riscos incluem desidratação, intermação, estresse intenso, acidentes, pisoteamento, fuga e perda do animal, além de reações de medo causadas por barulho alto e aglomerações.”
O calor também merece atenção especial, já que pode provocar quadros graves.
“O calor excessivo pode causar sérios problemas de saúde, como desidratação, intermação e hipertermia. Esses quadros são especialmente perigosos e podem evoluir rapidamente, colocando a vida do animal em risco.”
Como saber se o pet está estressado?

Thaiz explica que alguns sinais indicam que o animal está passando mal ou sob forte estresse.
“Respiração ofegante, salivação excessiva, dificuldade respiratória, apatia, tremores e aumento da temperatura corporal são sinais de alerta. Em casos graves, a hipertermia pode elevar a temperatura acima de 41 °C, levando à falência de órgãos e até à morte. Para prevenir, os passeios devem ocorrer apenas em horários mais frescos, antes das 9h ou após as 17h.”
Fantasias: pode ou não pode?

Para os tutores que gostam de fantasiar os pets, a veterinária reforça que o cuidado precisa ser redobrado.
“Fantasias só devem ser usadas se o pet já estiver acostumado e desde que não sejam quentes, apertadas ou desconfortáveis. É importante evitar tintas, maquiagens, glitter, confetes, serpentinas, fitas e outros adereços pequenos, que podem ser ingeridos e causar intoxicações ou obstruções intestinais.”
Mesmo em eventos menores, os cuidados básicos não podem ser ignorados.
“É essencial manter o animal hidratado e confortável. O calor, somado ao asfalto quente, representa alto risco, principalmente para raças braquicefálicas, como pugs e buldogues. O barulho intenso pode causar medo, ansiedade, tremores e respiração acelerada, além do risco de ferimentos em ambientes cheios.”
Para quem vai curtir o Carnaval fora de casa, mas sem o pet, a orientação também é clara.
“O ideal é que o animal não fique sozinho por longos períodos. O tutor deve contar com alguém de confiança para monitorar o pet diariamente, como um pet sitter, ou optar por hotéis especializados, que ofereçam acompanhamento adequado e personalizado.”
Confira dicas importantíssimas para curtir o Carnaval com pets:
- Evite blocos, multidões e locais muito barulhentos
- Prefira passeios antes das 9h ou após as 17h
- Mantenha água fresca sempre disponível
- Use coleira e guia o tempo todo
- Não utilize fantasias quentes ou apertadas
- Nunca aplique tintas, glitter ou maquiagem no animal
- Observe sinais de estresse e mal-estar
- Se viajar, garanta acompanhamento diário para o pet.

