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quarta-feira, 24 fevereiro, 2021

Porto de Imetame: diretor fala sobre diretrizes após aval da União

Exclusivo: Gilson Pereira destaca os trâmites e as expectativas que envolvem o negócio.

Por Luciene Araújo

Na noite da última terça-feira (14), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, assinou o termo aditivo autorizando a conclusão das obras do Porto Imetame. Localizado no município de Aracruz, o novo negócio vem buscando essa liberação desde 2015.

O ministro garantiu que irá solucionar a cessão de áreas federais onerosas junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Após essa promessa, o diretor Executivo da Imetame, Gilson Pereira, estimou a conclusão da obra em três anos.

Segundo ele, o investimento para esta primeira fase do empreendimento é na ordem de R$ 1 bilhão. Já as demais etapas serão moduladas para cada tipo de carga e implementadas à medida que os contratos forem se concretizando.

Quanto à possibilidade de que entraves na esfera política ou administrativa atrasem a obra, o diretor Executivo praticamente descartou. Respondeu que “o empreendimento se encontra bem estruturado para que seja implementado”. Pereira falou com exclusividade à ES Brasil. Confira:

Em maio de 2014, a empresa recebeu licença do Iema. Que obras já foram realizadas até agora?

Foram realizadas as obras de terraplanagem e a construção de um galpão da Imetame Metalmecânica dentro da área do Porto, onde realizamos a montagem final e testes de equipamentos específicos e de grande porte para o segmento de óleo e gás.

 

Diante dessa garantia, quais os passos seguintes para o Porto entrar em funcionamento com sua capacidade total (e qual será essa capacidade)?

Com a autorização da Secretaria dos Portos, a empresa aguarda apenas a assinatura do contrato de cessão com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) que se encontra em trâmites finais de análise para o início efetivo das obras marítimas do complexo portuário. Nosso cronograma é de 3 anos para a conclusão da primeira fase da obra, que contemplará a movimentação de contêineres e carga geral. O Porto contará com infraestrutura inicial para movimentar 300 mil TEUs por ano, com capacidade para expansão de movimentação para mais de 01 milhão de TEUs.

Um negócio desse porte, traz um desenvolvimento de cadeia econômica gigantesco. Quais as expectativas, nesse sentido, já declaradas dos prováveis futuros parceiros de negócios do Porto?

As expectativas desses potenciais parceiros têm sido muito positivas com relação a diversificação operacional que o Porto da Imetame está oferecendo ao mercado. A partir do momento que tivermos as autorizações em mãos daremos prosseguimento ao plano de negócios envolvendo os potenciais parceiros. Nesse sentido, há algum tempo vimos estabelecendo contatos que, por compromisso de confidencialidade, não podemos divulgar.

Quais as modificações necessários do projeto inicial para agora?

Antes o projeto era voltado para fomentar prospecções de negócios para o mercado offshore de óleo e gás. Com a crise do petróleo (2013/2014) e a Lei dos Portos (2013) regulamentada no Decreto de em 2017, vimos a oportunidade de ampliar o portfólio de negócios migrando para um conceito multipropósito atendendo diversos setores produtivos com serviços de apoio a importação e exportação de cargas, embarque e desembarque de contêineres, carga geral, veículos, carga de projeto, granéis sólidos, líquidos e gasosos, e apoio offshore.

Quais as oportunidades para o ES e Brasil com o nosso porto?

Em uma visão macro, o Porto da Imetame, junto a outros empreendimentos da área portuária, se fortalece como uma alternativa para o escoamento da produção de grãos e outras cargas oriundas das regiões de influência do corredor Centro-Leste que envolve principalmente Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Com suas características operacionais, o empreendimento contribui para que o Espírito Santo novamente se posicione nas rotas das linhas de longo curso com capacidade para atender os navios de grande porte que trafegam nos trades internacionais, com atração de novos investimentos, fomento do comércio exterior no Estado, sendo mais uma fronteira do Brasil com o mundo.

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