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Avião montado no ES aposta em eficiência para negócios

Fabricada em Jaguaré, aeronave esportiva da Sling Aircraft combina baixo consumo, tecnologia embarcada e foco no mercado da aviação executiva

Por Nathanael Rodor

Em um mercado em que o tempo se tornou um dos ativos mais valiosos para empresários, uma aeronave montada no Espírito Santo busca conquistar espaço ao oferecer autonomia, baixo consumo de combustível e tecnologia embarcada. Produzido em Jaguaré pela Sling Aircraft Brasil, o modelo Sling TSi é resultado de uma cadeia internacional de fornecedores, mas tem no Estado a etapa de montagem, inspeção e entrega aos clientes brasileiros e de parte da América do Sul.

O modelo, de origem sul-africana, reúne componentes fabricados em diferentes países. As estruturas são fornecidas pela Sling Aircraft, da África do Sul, enquanto o motor Rotax é produzido na Áustria, a aviônica é da norte-americana Garmin e a hélice tem fabricação franco-americana. Todo esse conjunto é integrado na unidade capixaba, que segue processos produtivos aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a categoria de aeronaves leves esportivas.

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Além do processo industrial, a empresa destaca a eficiência operacional como um dos principais diferenciais da aeronave. Durante o voo entre Vila Velha e Jaguaré, realizado em cerca de 50 minutos, o consumo foi de aproximadamente 25 litros de combustível por hora em velocidade de cruzeiro econômico. Segundo a fabricante, o desempenho, aliado ao conforto para quatro ocupantes e ao piloto automático disponível em algumas configurações, tem atraído principalmente empresários que utilizam o avião para reduzir o tempo de deslocamento entre cidades.

O diretor executivo da Sling Aircraft Brasil, José Braz Nali, afirma que a maior parte dos clientes utiliza a aeronave como ferramenta de trabalho. Segundo ele, o perfil predominante é de empresários que buscam mais agilidade em viagens profissionais. Atualmente, a fábrica atende todo o mercado brasileiro e expandiu sua atuação para países da América Latina, com exceção de Argentina e Paraguai. A produção também acompanha o crescimento da demanda: todas as aeronaves previstas para este ano já foram comercializadas, e o prazo médio de entrega caiu para cerca de nove meses.

Os modelos são comercializados com preços entre US$ 380 mil e US$ 460 mil, conforme a configuração escolhida pelo cliente. Entre os opcionais disponíveis estão aviônicos para voo por instrumentos (IFR), paraquedas balístico integrado ao projeto original da aeronave e equipamentos voltados para operações noturnas. A empresa avalia que a combinação entre tecnologia, eficiência e custos operacionais competitivos tem ampliado o interesse pela aviação executiva de pequeno porte no Brasil.

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