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segunda-feira, 4 julho, 2022

Papel e celulose: nasce uma gigante do setor

Foto: Vitor Nogueira

A união da Fibria e a Suzano marcou o ano e fez o mercado de papel e celulose ter ascensão

Para o setor de papel e celulose, 2019 foi marcado pelo otimismo desde o seu início. Em janeiro, foi consolidada a união de Fibria e Suzano, que resultou em uma gigante com capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de celulose e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. A companhia, líder global na produção de celulose de eucalipto, é uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina.

Com clientes em mais de 80 países e contando com 11 fábricas no país e cerca de 37 mil colaboradores diretos e indiretos, a Suzano gera, só no Espírito Santo, cerca de 6 mil empregos, tanto próprios como de empresas parceiras. A unidade industrial localizada em Aracruz tem capacidade para entregar 2,3 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. A empresa conta com quase 1.500 fornecedores com matriz ou filial no Espírito Santo, que atuam em diferentes segmentos.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria de Papel e Celulose do Estado do Espírito Santo (Sindipapel), Armando Antônio de Amorim, “o ano para o segmento de papel está em um crescimento muito bom, em particular no Espírito Santo, que passa de 20%, incluindo a cartonagem, que conta com mais de 100 empresas capixabas, atualmente”. Ele lembra que o Estado conta com mais de 100 empresas no setor que geram milhares de emprego e renda.

A consolidação da Suzano foi um bom sinal do que viria a seguir. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a receita bruta do setor de base florestal no país cresceu 13,1% em 2018 quando comparado a 2017, chegando a R$ 86,6 bilhões e gerando 3,8 milhões de empregos diretos e indiretos. Contando com investimentos de R$ 32,8 bilhões que serão utilizados entre 2020 e 2023, o ano foi pontuado por operações florestais e novas unidades industriais.

O presidente da Ibá, Paulo Hartung, explica que os recursos disponíveis envolvem toda a cadeia de operações florestais, indo do plantio à fabricação do produto final, inclusas as áreas de tecnologia e inovação. “No próximo ano, estão previstas unidades de papel e celulose para embalagens, reforçando o protagonismo da embalagem em papel-cartão na bioeconomia. Também estão previstos recursos para celulose solúvel, uma fonte para diversas aplicações. É um setor alinhado com a agenda sustentável, importante ferramenta para que o país dê a sua contribuição no enfrentamento das mudanças climáticas”, disse.

Investimento no ES

Em 2020, a Suzano realizará um investimento de R$ 933,4 milhões destinados à construção de uma unidade de conversão de papel higiênico, em Cachoeiro de Itapemirim; à ampliação da eficiência energética (retrofit) de parte da unidade industrial de Aracruz; e à expansão da base florestal no Estado. Serão gerados aproximadamente 900 empregos.

“Os investimentos representam o compromisso da Suzano com o Espírito Santo e contribuem, igualmente, para tornar mais competitiva a operação da empresa no Estado”, destaca o diretor executivo de Relações e Gestão Legal da companhia, Pablo Machado.

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