Quer dica de roteiro? Conheça o exuberante Caparaó

Região na divisa com Minas Gerais guarda encantos em cachoeiras, trilhas e florestas

Um lugar que consegue trazer mais verde e encanto para a vida de seus visitantes já é por si só uma atração imperdível. E, se além disso, é capaz de agregar o aconchego de pousadas e restaurantes, com boa comida e estadia, aí a experiência se torna memorável. A Serra do Caparaó é assim: linda por natureza e um dos patrimônios naturais capixabas mais exuberantes, situado na divisa com Minas Gerais.

São cinco os municípios do Espírito Santo aos seus pés abrangidos pelo Parque Nacional do Caparaó (PNC): Iúna, Ibitirama, Irupi, Divino de São Lourenço – onde fica a comunidade de Patrimônio da Penha – e Dores do Rio Preto. Neles, uma infinidade de atrativos está à espera do público. A chamada região do Caparaó tem essas e outras seis cidades: Alegre, Guaçuí, Ibatiba, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire e São José do Calçado.

Governo estadual do Espírito Santo investiu o valor de 3,8 milhões e estará concluído até o final deste ano
Parque Nacional do Caparaó, na entrada em Dores do Rio Preto. Foto: Tadeu Bianconi/ Secom

Para os aventureiros apaixonados por trilhas, vale a pena conhecer o Pico da Bandeira, o ponto mais alto da Região Sudeste e o terceiro mais elevado do país, com 2.892 metros. No parque o visitante pode contar ainda com quatro áreas de camping na parte superior, sendo pela portaria de Alto Caparaó (MG) os acampamentos da “Tronqueira” e “Terreirão” e pelo acesso de Pedra Menina (ES) os de “Macieira” e “Casa Queimada”. A estrutura possui postos de funcionários, banheiros públicos, lava-pratos, mesas, bancos e churrasqueiras. Na área do PNC, há ainda o Centro de Visitantes, com espaço disponível para exposições, formado pelo salão de ingresso e mezanino, equipado para a apresentação de filmes e vídeos. Um cantinho para exposições de artesanatos e iguarias das comunidades e loja de suvenires também está disponível.

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Agora, se a intenção é curtir o conforto de uma pousada e circuitos de agroturismo, há opção de se conhecer um “outro Caparaó”, com as residências típicas coloniais, a saborosa culinária e os monumentos que contam a história do lugar. Iúna e Irupi, por exemplo, ostentam uma linda paisagem do campo, mas reservam também uma gastronomia simples com comida caseira. Em Iúna, a aproximadamente 195 km de Vitória, passando pela BR-262, encontramos a cachoeira de Hidrolândia, com área para camping com banheiros e pontos de energia elétrica.  Casarões de antigas fazendas de café são um espetáculo bucólico à parte.

E para quem gosta daquele banho de águas doces cristalinas, a dica são as cachoeiras de São João do Príncipe, Rio Claro e Santa Clara, onde estão o Poço do Egito, o Recanto do Cedro, a Cachoeira do Rogério, do Brás, a Hidrolândia Parque e o Poço das Antas.

Os dois municípios também contam com importantes pontos para prática de esportes de aventura como, como trilhas, rapel e voo livre, sempre com vista panorâmica para o Pico da Bandeira. E a história da região, em uma jornada de quase 200 anos, guarda uma religiosidade cuja representação maior é o Santuário de Santa Luzia, onde a Água Santa e a Pedra do Pecado instigam os visitantes de todas as idades.

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Parque Nacional do Caparaó
Quer dica de roteiro? Conheça o exuberante Caparaó
Cachoeira no Parque Nacional do Caparaó – Foto: Douglas Alves

Como chegar: O acesso pelo lado capixaba é pela portaria de Pedra Menina, no município de Dores do Rio Preto. Da cidade a esse distrito, são 27 km e, de Pedra Menina à portaria, mais 9 km de estrada pavimentada. Quem sai de Vitória deve seguir pela BR-101 Sul.

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Estrutura e atrações: Trilhas sinalizadas, autoguiadas de curto, médio e longo percurso e com diferentes níveis de dificuldade. Quatro áreas de acampamentos na parte alta (“Tronqueira” e “Terreirão”, em Minas, e “Macieira” e “Casa Queimada”, no Espírito Santo). Há postos de funcionários, banheiros públicos, lava-pratos, mesas, bancos e churrasqueiras. Dentro do parque, existem várias cachoeiras e piscinas naturais. Logo no início, são três: o Poço do Segredo, a Cachoeira dos Sete Pilões e a Cachoeira da Farofa.

Visitação: Aberta ao público durante todo o ano, de segunda a domingo. Das 7h às 18h, com ou sem pernoite.

Reserva: Não é permitida a entrada para acampamentos (pernoites) sem que haja reserva prévia solicitada por meio do site icmbio.gov.br/parnacaparao.

Outros atrativos

Água Santa: É um local de devoção e milagres, cuja água, a Fonte de Santa Luzia, segundo a crença popular, tem poderes milagrosos. Em Iúna.

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Cachoeira da Fumaça possui queda d’água de 144 metros de altura e atrai visitantes de todo o país – Foto: Setur

Pedra do Pecado: Reza a lenda que só quem não tem pecados consegue passar pela estreita fresta entre uma pedra uma rocha maior. Em Iúna.

Pedra do Beijo e Pedra da Tia Bárbara: em Santa Maria, zona rural de Ibatiba.

Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça: Localizado no município de Alegre, na estrada que liga o município com Ibitirama. Seu principal atrativo é a queda-d’água com seus 144 metros de altura que dá nome ao parque. Aberto a visitação.

Pedra da Tia Velha: Situada em Irupi, é ideal para a prática de esportes radicais, como rapel e asa-delta.

Pedra do Pontão: Em São José do Calçado. É conhecido também pela prática de asa-delta.

Cachoeira Poço Limpo: A 5 km do centro de Ibitirama, com acesso de estrada asfaltada, sentido Sede-São José do Caparaó.

*Matéria publicada originalmente na revista Samp nº 39, de 2018.

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