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sábado, 2 julho, 2022

O alto custo para empresas que não priorizarem as políticas ambientais

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As empresas que deixam de considerar essas métricas podem experimentar um impacto financeiro significativo

Por André Rocha

A responsabilidade ambiental entrou em evidência nos últimos anos e a Covid-19 e as mudanças climáticas têm sido um motor propulsor desse crescimento. Há um amplo consenso entre as nações de que os impactos ambientais das empresas devem ser abordados.

Essa crescente conscientização resultou em uma enorme pressão sobre os setores industriais, exigindo a sua adaptação a essa nova realidade. Energia limpa, descarbonização e produtos mais sustentáveis tornaram-se os impulsionadores dos investimentos na indústria.

De acordo com o Relatório de 2020 da Fundação US SIF sobre investimento sustentável, nos Estados Unidos, no final do ano de 2019, um em cada três dólares sob gestão profissional (US$ 17,1 trilhões) era administrado de acordo com as métricas de sustentabilidade.

Em resposta a essa tendência de crescimento, a maioria das empresas desenvolveu políticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG, na sigla em inglês).

As empresas que deixam de considerar essas métricas podem experimentar um impacto financeiro significativo. Um estudo da MSCI Inc., fornecedora global de ferramentas de análise financeira e de portfólio, revelou que as empresas com altas pontuações ESG experimentaram menores custos de capital e menores custos de dívida em comparação àquelas com baixas pontuações em ESG.

Os especialistas da McKinsey emitem um tom ainda mais claro. Eles citam mais de dois mil estudos acadêmicos que concluíram que melhores pontuações ESG se traduzem em um custo de capital cerca de 10% menor. Isso se correlaciona com menores riscos regulatórios, ambientais e de litígio associados a empresas com pontuação ESG alta. As práticas ESG são muito mais do que mera fachada – são um imperativo estratégico.

Essas políticas desencorajam as empresas a depender exclusivamente de métricas financeiras e encorajam métricas ambientais mais amplas em suas tomadas de decisão. Os programas ESG, especialmente entre as maiores empresas, são, geralmente, bem definidos e mensuráveis.

Um tema comum é um “caminho para o zero”, que define como e com que rapidez uma companhia alcançará as emissões líquidas de carbono zero, por exemplo, ou como ela reduzirá o consumo de água e energia na sua produção. Isso significa que a instituição tomou medidas para garantir que os impactos dos seus negócios sejam eliminados ou compensados por meio de projetos específicos para esse fim, garantindo, assim, segurança operacional de longo prazo.

A responsabilidade pela sustentabilidade está crescendo rapidamente. Em 2020, a Pesquisa de Relatórios de Sustentabilidade da KPMG descobriu que 96% das empresas do G250 – as 250 maiores empresas do mundo – fazem reportes sobre sustentabilidade.

Que seja visto como uma oportunidade a ser aproveitada ou um problema a ser resolvido. A indústria parece estar direcionando esforços para alcançar resultados de ESG mensuráveis.

As empresas terão que enfrentar o ESG como um requisito para fazer negócios. As que são líderes já o adotaram e estão colhendo os benefícios.

André Rocha é engenheiro ambiental e diretor da Three Engenharia e Avoid Riscos

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