Diretoria foi empossada nesta segunda-feira (2) e busca ampliar associados, investir em qualidade e agregar valor ao café capixaba
Por Letícia Arcanjo
O Sindicato da Indústria do Café do Estado do Espírito Santo (Sincafé) empossou nova diretoria para a gestão 2026-2028. A solenidade, realizada na sede da FINDES, reuniu lideranças e representantes da indústria cafeeira capixaba e marcou um momento de renovação e fortalecimento do setor.
Em entrevista à ES Brasil, o novo presidente do Sincafé, Egídio Malanquini, destacou que a gestão terá como prioridade aproximar o sindicato dos associados, aumentar a quantidade de associados e ampliar a participação das indústrias, fortalecendo a representatividade do setor.
Outro foco será a qualidade, segundo ele, serão promovidos seminários regionais para levar informações necessárias para que o público possa ter o produto de qualidade considerando que o produtor de café do Espírito Santo, está avançado em termo de tecnologia, de aperfeiçoamento e de processo seletivo na colheita do dos grãos.
A internacionalização também está entre as metas da nova diretoria. Segundo o presidente, a indústria de café torrado e moído historicamente concentrou esforços no mercado regional e nacional, enquanto o comércio exterior ainda é dominado pela exportação de café verde.
“Entre os 15 melhores do café do Brasil, nós temos 11 aqui nesse Estado. Então, por isso, a gente precisa transformar esse produto em um produto acabado para que ele possa ter um valor agregado lá fora e naturalmente as indústrias se fortalecendo economicamente e socialmente”, afirmou.

Entre as ações previstas está a participação, em junho, em uma das maiores feiras mundiais do setor, que em 2026 será realizada em Bruxelas. A missão busca acompanhar tendências globais e abrir novos mercados.
Em relação a diminuição nas tarifas globais dos Estados Unidos que passaram a vigorar com alíquota de 10%, ao invés dos 50% implantados anteriormente, o novo presidente da Sincafé destaca que traz impactos positivos para o setor.
“O mercado americano é um dos maiores mercados consumidores de café. Agora que essa tarifa ela foi reduzida, isso vai nos facilitar e vai nos permitir a competitividade do setor nesse mercado consumidor tão importante para as indústrias nacional”.
Ele também destacou a importância das parcerias para o fortalecimento da cadeia produtiva do café no Espírito Santo. Segundo ele, o setor atua de forma integrada, envolvendo produção, exportação, comercialização, indústria e consumo, o que coloca o Estado como referência nacional.
“Todas essas entidades que representam esse segmento estão alinhadas com o mesmo propósito, o mesmo objetivo. Não há competitividade entre elas, pelo contrário, há uma relação muito próxima para que as coisas aconteçam de forma harmônica e com condições favoráveis para fortalecer a cafeicultura como todo.”

