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Metade da bancada vota pela privatização da Eletrobras

Dos 10 deputados federais do Espírito Santo, 5 foram contra a MP da Eletrobras e 5 foram favoráveis. A votação foi concluída na noite da última segunda-feira

Por Josué de Oliveira

Após analisar 28 emendas do Senado, a Câmara dos Deputados concluiu a votação da Medida Provisória que viabiliza a desestatização da Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País.

Dos 10 deputados federais do Espírito Santo, 5 foram contra a MP e 5 foram favoráveis. “A ideia é ampliar investimentos na empresa, que é a maior companhia de energia elétrica da América Latina”, defendeu a deputada Soraya Manato (PSL).

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Também com voto favorável à MP, o deputado Evair de Melo (PP) afirmou que a desestatização da Eletrobras vai garantir energia de qualidade no país. “É um avanço para o país continuar crescendo e levar melhor preço na luz aos brasileiros”, afirmou.

Já o deputado federal Felipe Rigoni, um dos contrários à aprovação, considerou a MP catastrófica e representa a gravidade dos erros do Governo e do Congresso. “O texto saiu ruim da Câmara, voltou pior e vai empurrar uma conta bilionária para os brasileiros”, sentenciou.

Quem votou contra também foi o deputado Hélder Salomão (PT). “Não compactuei com esse entreguismo”, criticou o petista.

A MP aprovada na Câmara prevê a emissão de novas ações a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

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Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

De acordo com o texto aprovado, do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), esse tipo de mecanismo poderá ser usado para a desestatização de outras empresas públicas. “O processo vai permitir recuperar a capacidade de investimento da Eletrobras”, afirmou.

No mesmo artigo que trata da operação de capitalização, foram colocados dispositivos que preveem a contratação de energia de reserva de termelétricas movidas a gás natural, mesmo em regiões ainda não abastecidas por gasoduto.

Votaram favorável

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Amaro Neto
Dra. Soraya Manato
Evair de Melo
Lauriete
Neucimar Fraga

Votaram contra

Da Vitória
Felipe Rigoni
Helder Salomão
Norma Ayub
Ted Conti

*Com informações adicionais da Agência Câmara

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