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segunda-feira, 16 maio, 2022

Rua Joaquim Corrêa de Lírio

Um sobrenome presente em importantes passos para o desenvolvimento do estado

Um sobrenome que os capixabas admiram e respeitam pela presença em variadas frentes de trabalho que conduziram o Espírito Santo aos modernos patamares de democracia que hoje desfrutamos, desde a passagem do Império até a República instalada com a deposição do Imperador Dom Pedro II.

O coronel Joaquim Lírio, nascido em Vitória no dia 15 de agosto de 1841, foi o patriarca disciplinador com rígidos princípios de honradez, de uma família de onze filhos, todos no seu tempo empenhados no processo  de afirmação do Espírito Santo como Estado: Olympio Corrêa Lyrio , nascido a 22 de janeiro de 1868, médico formado em Salvador – BA; (Capitão Cirurgião, Diretor de Instrução Pública, Deputado Congressista Estadual, Médico do Hospital Misericórdia e Redator do Jornal “A Gazeta da Tarde”);  Orozimbo Corrêa Lyrio (Engenheiro formado em Fortaleza, Comandante do Corpo da Polícia Militar – 30 de outubro de 1902 a 20 de junho de 1905, Diretor da Instrução Pública); Afonso Corrêa Lyrio (Desembargador), nascido a 11 de setembro de 1877 em Vitória; formou-se na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro em 1903. Foi procurador da República, Secretário do Interior e Justiça. Faleceu em 23-2-1948; Adrião (Capitão Assistente); Francisco; José Corrêa Lyrio (Secretário da Inspetoria Geral do Ensino e Primeiro Escriturário do Tesouro do Estado – Seção de Arrecadação, Auxiliar de Redação do Jornal “A Gazeta da Tarde”); Cleto (Tenente); Adelina; Armindo; Ormenzinda e Malvinia.

Filiado ao PL – Partido Liberal, Joaquim Lyrio, ainda muito jovem, se impôs pela seriedade de sua postura, conquistando a confiança dos capixabas que o elegeram deputado Provincial em cinco  legislaturas sucessivas, a partir de 1888. Antes da Proclamação da República, Joaquim Lyrio já ocupava cargos de representação popular de confiança do governo imperial.

Instalado o novo regime, foi convidado pelo então Governador Afonso Cláudio para dirigir a Intendência Municipal, cargo correspondente hoje a Prefeito, função que desempenhou sem remuneração financeira.  Nessa época, em junho de 1881, quando exercia o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vitória, foi iniciado o corte do mangal[1] do campinho. Foi comandante da Guarda Nacional no Espírito Santo.

Coronel Joaquim Lyrio

Em 1890, o “Governo do Estado dissolveu a Câmara Municipal da cidade e nomeou um Conselho de Intendência presidido pelo Cel. Joaquim Corrêa Lyrio”. Com as eleições de 1900, e a eleição de Moniz Freire, tendo como vice Henrique Cerqueira Lima, foi empossado novamente no cargo de Presidente do Governo Municipal.

Antes desses acontecimentos, o jornal “Gazeta de Vitória” iniciou sua edição em 24 de janeiro de 1878, sob a direção de Pessanha Póvoa e redação de Joaquim Correia Lyrio. O jornal deixou de circular em  1889, mas Joaquim Lyrio, com jornalista,  foi  redator do jornal “O Federalista”, juntamente com Aristides Freire e Antonio Aguirre.

Sua presença marcante na vida política do Espírito Santo levou-o a ser eleito vice-presidente na gestão de Jerônimo Monteiro, entre maio de 1908 e maio de 1912. Joaquim Lírio desempenhou as funções de Despachante Geral da Alfândega e aposentou-se como Oficial Maior da Secretaria da Assembleia Estadual. Foi condecorado com o “Hábito de Christo”.

A personalidade homenageada nessa edição conquistou a confiança dos capixabas e foi eleito deputado

Faleceu em Vitória no dia 8 de fevereiro de 1926, aos oitenta e cinco anos de idade. Honrando sua memória, o povo de Vitória, por seus representantes no Legislativo Municipal, deu seu nome a uma das  principais vias pública da cidade: Rua Joaquim Lirio, na Praia do Canto.

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