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Mulheres capixabas que marcaram a História

Mulheres que marcaram a História do feminismo capixaba

Por Rafael Goulart

São muitos os nomes de mulheres que deveriam estar consagrados na História do Espírito Santo, mas devido ao machismo que exclui e ofusca o trabalho delas, poucos nomes femininos são lembrados hoje em dia.

Mesmo assim, quatro “Marias” sobreviveram ao apagamento histórico promovido pela misoginia contra as mulheres: Maria Ortiz, Maria Verônica da Pas, Maria Stella de Novaes e Carmélia Maria de Souza estão entre os nomes mais influentes na história do Espírito Santo.

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Maria Ortiz

A jovem filha de espanhóis ficou eternizada na história capixaba ao, supostamente, protagonizar a Vitória da Capitania do Espírito Santo sobre uma invasão holandesa, em 1625. De acordo com a tradição, os soldados holandeses foram surpreendidos pela ousadia de Maria Ortiz, que teria jogada da janela de sua casa panelas de água fervento nos invasores.

A tradição conta ainda que a jovem, que na época tinha 21 anos, teria incitado outros moradores da Ladeira Pelourinho (atual escadaria Maria Ortiz) a impedir a invasão lançando objetos contra os holandeses.

Esses relatos porém não constam em nenhum documento histórico, mas a invasão holandesa de fato aconteceu e foi impedida, mesmo com a enorme desvantagem militar dos defensores.

Na Capital, a Escadaria Maria Ortiz, localizada no Centro, leva o nome da jovem como homenagem.  A escadaria deu lugar a uma ladeira íngreme que existia na região e, em 15 de novembro de 1924 foi inaugurada pelo governador Florentino Avidos. O projeto ficou por conta de Henrique de Novais. 

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Maria Verônica da Pas

O Museu Capixaba do Negro Museu Verônica Pas,  recebe esse nome em homenagem a uma médica psiquiatra que foi precursora das lutas das mulheres negras no Espírito Santo. Maria Verônica é considerada a principal responsável pela construção do espaço ao qual dedicou sua vida até 1996.

Maria Stella de Novaes

Por ter tantos talentos e ter atuado em diferentes áreas é impossível resumir essa Maria em uma palavra. Professora de carreira, ela se destacou como escritora com mais de 100 obras publicadas e pela luta por mais espaço para as mulheres na vida pública.

Carmélia Maria de Souza

Um ícone da cultura capixaba, Carmélia Maria trabalhou nos principais jornais do estado e é Patrona da Academia Feminina Espírito-santense de Letras. Negra, lésbica e autodidata, Carmélia era reconhecida por suas crônicas irreverentes.

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