Setor capixaba está em alerta máximo, mantendo as medidas de biosseguridade nas granjas, para que a produção avícola local não corra risco de contaminação
Por Kikina Sessa
O registro de caso de influenza aviária em produção comercial, registrado no Sul do Brasil, em 15 de maio de 2025, deixou o setor avícola capixaba em alerta máximo, sobretudo frente à necessidade de continuar com as medidas de biosseguridade nas granjas, para que a produção avícola local não corra risco, especialmente neste período de migração das aves silvestres, que vêm principalmente do hemisfério Norte.
As ações de biosseguridade incluem o controle rigoroso de acesso às propriedades avícolas, com restrição de visitantes e veículos; o uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos para acesso de pessoas; a realização de vazio sanitário para o acesso de pessoas; lavagem e desinfecção de veículos e equipamentos antes da entrada nas granjas;
monitoramento constante da saúde das aves e notificação imediata de qualquer suspeita de doença. O objetivo é proteger as granjas comerciais e evitar a introdução e disseminação da doença.
A Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) vem realizando as articulações necessárias, especialmente com as autoridades locais, Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Superintendência Federal de Agricultura (SFA-ES), no sentido de fortalecer as ações de vigilância, além das orientativas.
De acordo com a Aves, a produção e mercado no Espírito Santo estão fluindo. “As granjas capixabas estão operando normalmente, aplicando maior rigidez nas medidas de biosseguridade em vigor há anos, seguindo protocolos nacionais e internacionais. A população também vem sendo tranquilizada de que pode consumir normalmente ovos e carne de frango devidamente preparados, pois não há nenhum risco de consumo dessas proteínas para a saúde humana”, diz nota emitida pela Associação.
Comitê
O Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária (CGIA) do Estado esteve reunido no dia 20 de maio para alinhar estratégias e reforçar o controle do plantel capixaba. Na ocasião, o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, que preside o Comitê, destacou que o Estado mantém a articulação entre os setores público e privado, como vem fazendo desde a introdução do vírus, por meio de aves marinhas migratórias, em 2023.
“Alertamos que a biosseguridade é a essência para a proteção dos criatórios, sobretudo neste momento. É preciso reforçar os cuidados para impedir que o vírus chegue à avicultura comercial, que é um grande patrimônio de geração de emprego, renda e abastecimento de alimentos”, explicou Bergoli.

