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Gilvan da Federal questiona lealdade de Mourão na Câmara

Deputado capixaba criticou cumprimento de Mourão a Flávio Dino; Gilvan afirmou estar cansado de traidores

Por Robson Maia

Mais uma vez um parlamentar capixaba se envolveu em uma polêmica na Câmara Federal que por pouco não resultou em uma briga física. Dessa vez, o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) subiu o tom com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) por conta de um cumprimento do ex-vice de Bolsonaro ao novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A discussão ocorreu no plenário da Câmara nesta terça-feira (19). Os congressistas precisaram ser separados por assessores, quando em determinado momento ambos os lados elevaram o tom de voz e indicaram que a discussão poderia se tornar física.

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Nas imagens que repercutiram nas redes sociais, foi possível ouvir os questionamentos do deputado capixaba sobre o cumprimento de Mourão ao ministro da Justiça, Flávio Dino, durante a sabatina para a vaga no Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (13).

Na ocasião, Gilvan divulgou um vídeo criticando Mourão por ter falado com Dino e questionando a lealdade do senador a Bolsonaro.

Mourão retruca Gilvan e afirma que o deputado poderia ter dialogado antes de publicar o vídeo nas redes sociais. “Você não me conhece, você poderia ter vindo falar comigo”, diz Mourão.

No entanto, o capixaba foi enfático na resposta e questiona se o senador acha que ele tem medo por Mourão ser general do Exército. Mourão rebate: “Não tem medo. Aqui é braço“.
Gilvan afirmou ainda que a iniciativa da conversa foi de Mourão e sugeriu que o senador seria um traidor.

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“Eu estava dentro do meu local de trabalho. Ele falou que queria conversar comigo. Eu falo não como deputado, mas como cidadão: estou de saco cheio de traidores, tem que ter lado”, disse Gilvan.

“Ele falou que resolve as coisas dele no braço. Estou à disposição, general Mourão, quando você quiser, só marcar o dia e o horário”, completou Gilvan.

Apesar do cumprimento, Mourão declarou, antes da sabatina, voto contrário à indicação de Dino ao STF. No entanto, não é possível afirmar que o senador tenha mudado a sua decisão, uma vez que as votações na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado em caso de indicações de autoridade são secretas.

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