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Casos de Oropouche crescem e chegam a 33 infectados no ES

Secretaria de Estado da Saúde afirma que a circulação foi registrada em oito cidades capixabas

Por Kebim Tamanini

O Espírito Santo registrou mais 15 casos de Febre de Oropouche, totalizando 33 pessoas infectadas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio de boletim atualizado nesta quinta-feira (02), não há registros de mortes pela doença.

Quando questionada sobre o perfil dessas pessoas, a Sesa esclareceu que, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, não pode divulgar informações sobre idade, gênero e até mesmo o nome.

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Segue a lista de municípios com casos confirmados de Febre do Oropouche:

  • Colatina: 17 casos
  • Rio Bananal: 5 casos
  • São Gabriel da Palha: 3 casos
  • Laranja da Terra: 2 casos
  • Sooretama: 2 casos
  • Vitória: 2 casos
  • Ibiraçu: 1 caso
  • Vila Valério: 1 caso

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, destacou que a Febre do Oropouche não apresenta letalidade até o momento e tem sintomas muito parecidos com os da dengue, como febre, dor no corpo e dores nas articulações. Ele ressaltou a importância do diagnóstico laboratorial para um acompanhamento efetivo dos casos.

Enquanto isso, a situação no restante do país também preocupa. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de Febre do Oropouche quadruplicou no Brasil. Em 2023, foram registrados 832 casos da doença, e neste ano já foram contabilizados 3.354 apenas nas quinze primeiras semanas.

A Febre do Oropouche é causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus e sua transmissão ocorre principalmente por mosquitos. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e da chikungunya, incluindo dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Portanto, é crucial que os profissionais de saúde pública possam diferenciar essas doenças por meio de critérios clínicos, epidemiológicos e laboratoriais para orientar as ações de prevenção e controle.

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A Febre do Oropouche é classificada entre as doenças de notificação compulsória, devido ao seu potencial epidêmico e alta capacidade de mutação, representando uma ameaça à saúde pública.

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