Experiências premium, grandes atrações e um novo modelo de gestão financeira impulsionam o crescimento das formaturas de luxo no Espírito Santo, com foco em transparência, segurança e alto padrão de entrega
Por Thamiris Guidoni
Com investimentos que podem ultrapassar R$ 4 milhões, as formaturas deixaram de ser apenas celebrações acadêmicas para se tornar megaeventos, com shows nacionais, produção cinematográfica e programações que duram semanas. Esse é o novo cenário do mercado de formaturas de luxo, que vive um momento de forte expansão no Espírito Santo, impulsionado por formandos em busca de experiências premium, segurança financeira e um padrão de entrega cada vez mais profissional.
Fundada pelos sócios Diego Santório, Kevin Duarte e Kiki Sodré, a Sette Formaturas opera com um modelo inédito no Espírito Santo, que alia produção premium, curadoria artística de alto nível e, principalmente, uma gestão financeira pautada pela transparência.
“Desde os meus 15 anos eu faço isso e conheço o mercado de formaturas há bastante tempo. Há alguns anos começamos a fornecer, salvar algumas formaturas e fazer as coisas acontecerem para um público que estava insatisfeito”, afirma.
Segundo Kevin, a entrada da empresa no segmento premium foi estratégica. “Decidimos entrar de forma mais agressiva no mercado com a nossa própria empresa, unindo um time de produtores da Grande Vitória. Vimos essa insatisfação do mercado e transformamos isso em uma colheita mais feliz”, explica.
Com contratos que podem chegar a 4 milhões de reais, a transparência se tornou palavra-chave. “Mudamos o jogo. Executamos o evento primeiro e recebemos uma porcentagem depois. Tudo é planilhado, a planilha é aberta e eles têm acesso a tudo. O maior desafio do mercado hoje é a transparência, e é nisso que estamos pensando sempre à frente”, conclui.
O foco inicial está nas formaturas de medicina, público considerado mais exigente e alinhado ao modelo de negócio da empresa. Um dos principais diferenciais está na forma como o dinheiro é administrado.
“Tem muitas pessoas que não cumprem o combinado. Existem casos nacionais que aconteceram, então a gente veio com um modelo em que o formando fica com o dinheiro na carteira dele. Criamos um CNPJ da própria comissão de formatura e eles só pagam pra gente depois da execução do projeto”, detalha Kevin.

