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Ex-frentista transforma reciclagem em negócio e fatura até 20 mil por mês

Catador da Serra estrutura negócio que recolhe até 100 toneladas por mês de materiais para reciclagem e emprega trabalhadores com carteira assinada

Por Kikina Sessa

A reciclagem deixou de ser apenas uma alternativa de sobrevivência para se tornar caminho de prosperidade e empreendedorismo social em diversas comunidades brasileiras. 

Com o apoio da Plastic Bank, empresa canadense que estimula a reciclagem como ferramenta de combate à pobreza, catadores têm estruturado negócios capazes de faturar até de R$ 20 mil mensais e fomentar empregos para outros trabalhadores do ecossistema, gerando renda e impacto socioeconômico positivo. 

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Esse é o caso de Gabriel Siqueira, 27 anos, que construiu um lucrativo negócio de reciclagem no município da Serra. O rapaz trabalhava como frentista quando, após uma conversa com um senhor na rua, decidiu começar a catar recicláveis em terrenos baldios, ruas e lixões. No início, pesava pequenos lotes em uma balança de peixeiro e vendia os materiais para ferro-velhos.

Iniciativa de Gabriel Siqueira emprega hoje 12 trabalhadores com carteira assinada. Foto: Divulgação
Iniciativa de Gabriel Siqueira emprega hoje 12 trabalhadores com carteira assinada. Foto: Divulgação/Plastic Bank

Em seis anos de dedicação integral à reciclagem, Gabriel estruturou o ponto de coleta que processa hoje até 100 toneladas de recicláveis por mês, emprega 12 catadores com carteira assinada e atende a clientes que vão de pequenos compradores a grandes indústrias. O apoio da Plastic Bank fortaleceu a empresa, com bonificação por quilo de plástico coletado e motivação extra para a equipe.

Atualmente, o negócio fatura cerca de R$ 20 mil mensais, com planos de expansão que envolvem a compra de um segundo galpão, exclusivo para a triagem de materiais, e a aquisição de caminhões e empilhadeiras.

“Reciclagem é tudo para mim. Foi o que mudou minha vida e me permitiu realizar sonhos, como ter um carro do ano e viajar com a minha família. Hoje, posso dar oportunidades a outras pessoas e mostrar que esse trabalho é digno e rentável”, afirma Gabriel Siqueira.

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Atuando no Brasil desde 2019, a Plastic Bank paga um bônus por quilo de material plástico entregue por catadores em pontos de coleta associados. No país, já foram coletados 8.707,482 de quilos, quantidade equivalente a 435.374,106 milhões de garrafas PET destinadas à reciclagem, garantindo renda extra aos coletores, acesso a benefícios sociais e incentivo ao empreendedorismo.

Cerca de 4.716 já participaram do programa, incluindo catadores do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e do Amazonas. 

Durante sua atuação no Brasil, a empresa já destinou mais de R$ 3,5 milhões em bonificações para a cadeia de reciclagem.

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Esse é um exemplo de como o plástico pode servir como uma valiosa moeda de troca, sendo a reciclagem um caminho para o empreendedorismo social, afirma o diretor de operações da Plastic Bank no Brasil. Ricardo Araújo. 

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Gabriel Siqueira já pensa na compra de um segundo galpão para trabalhar com reciclados. Foto: Divulgação/Plastic Bank
Gabriel Siqueira já pensa na compra de um segundo galpão para trabalhar com reciclados. Foto: Divulgação/Plastic Bank

“No nosso trabalho, somos impactados por histórias de catadores que tiveram visões de negócios rentáveis e se dedicaram a isso, unindo impacto ambiental e transformação social. Nosso papel é oferecer mais condições para que histórias como essa se multipliquem pelo país, porque, além de terem transformado as próprias vidas, estão investindo para que mais catadores façam o mesmo”, disse Araújo. 

Além do Brasil, a Plastic Bank atua nas Filipinas, na Indonésia, na Tailândia, no Egito e em Camarões. Globalmente, já foram recuperados o equivalente a mais de 8,5 bilhões de garrafas. O plástico reciclado é reintegrado à cadeia produtiva em novos produtos e embalagens, fortalecendo a economia circular.

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