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quinta-feira, 18 abril, 2024

Páscoa: Por que não devemos dar chocolate aos pets?

Não devemos subestimar a gravidade da ingestão de chocolate se o pet ingerir mesmo que seja só um pouquinho

Veterinária alerta para os casos de intoxicação nos animaizinhos nessa época do ano
A vida compartilhada entre pets e sua família humana encontra-se disseminada na sociedade moderna, com a participação crescente de cães, gatos e demais espécies domésticas em toda rotina, desde o lar, trabalho, viagens, restaurantes e shoppings.

Assim, é crescente o desenvolvimento de produtos e alimentos que aproximem os pets dos hábitos humanos. E com a chegada da Páscoa, percebemos no mercado, os ovos de chocolates próprios para cães. No entanto, quando se trata dos chocolates consumidos por humanos, há riscos para os animais.

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De acordo com a médica-veterinária Perla Akiyama, da Lifepet, o chocolate comum em sua constituição, possui além de carboidratos, proteínas, lipídios, as mentilxantinas, como a cafeína e teobromina, e, especialmente esta última, apresenta um grande potencial tóxico para os pets. “Assim, podemos dizer que o chocolate não apenas pode causar sinais de intolerância alimentar, como vômitos e diarreia, mas também de intoxicação, sendo muito mais grave e até letal. A teobromina é tolerada pelos seres humanos, mas nos cães e gatos, possui ação direta na musculatura do coração e também atinge o sistema neurológico, podendo inclusive levar a quadros de arritmias cardíacas e convulsões”, explica a veterinária.

Aos contrário dos humanos, os chocolates do tipo amargo ou meio amargo, com porcentagem mais alta de cacau, são potencialmente mais perigosos do que os chocolates ao leite e branco, os quais contém maior índice de gorduras, para os pets. E quantidades mesmo pequenas podem ser responsáveis por quadros graves. Portanto, não devemos subestimar a gravidade da ingestão de chocolate se o pet ingerir mesmo que seja só um pouquinho. Leve-o imediatamente ao veterinário para avaliação e medidas clínicas caso ocorra alguma intercorrência.

A intoxicação pode começar a se manifestar entre 6 a 12 horas após a ingestão, e a substância tóxica pode permanecer no organismo do cão por até 24 horas. E caso não haja tratamento clínico adequado, principalmente diante da ingestão de grandes quantidades de chocolate, os sinais clínicos podem levar ao óbito. Quanto mais breve for instituído o tratamento, menores quantidades de teobromina serão absorvidas pelo organismo do pet, levando à manifestações mais amenas e recuperação mais rápida.

Assim, todo cuidado é pouco principalmente nesta época do ano, em que recebemos, presenteamos e possuímos em nossas casas uma maior quantidade de chocolate na forma de ovos, bombons, caixas, alerta a veterinária.

“Mantenham esses alimentos longe do acesso dos pets, e conscientizem os familiares e principalmente as crianças, de que por mais que os olhinhos dos nossos cães supliquem por um pedacinho, eles não poderão compartilhar desta guloseima conosco”, acrescenta Perla Akiyama.

*Matéria publicada originalmente em 5 de abril de 2023

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