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Páscoa: por que não devemos dar chocolate aos pets?

Não devemos subestimar a gravidade da ingestão de chocolate se o pet ingerir mesmo que seja só um pouquinho

Veterinária alerta para os casos de intoxicação nos animaizinhos nessa época do ano
A vida compartilhada entre pets e sua família humana encontra-se disseminada na sociedade moderna, com a participação crescente de cães, gatos e demais espécies domésticas em toda rotina, desde o lar, trabalho, viagens, restaurantes e shoppings.

Assim, é crescente o desenvolvimento de produtos e alimentos que aproximem os pets dos hábitos humanos. E com a chegada da Páscoa, percebemos no mercado, os ovos de chocolates próprios para cães. No entanto, quando se trata dos chocolates consumidos por humanos, há riscos para os animais.

De acordo com a médica-veterinária Perla Akiyama, da Lifepet, o chocolate comum em sua constituição, possui além de carboidratos, proteínas, lipídios, as mentilxantinas, como a cafeína e teobromina, e, especialmente esta última, apresenta um grande potencial tóxico para os pets. “Assim, podemos dizer que o chocolate não apenas pode causar sinais de intolerância alimentar, como vômitos e diarreia, mas também de intoxicação, sendo muito mais grave e até letal. A teobromina é tolerada pelos seres humanos, mas nos cães e gatos, possui ação direta na musculatura do coração e também atinge o sistema neurológico, podendo inclusive levar a quadros de arritmias cardíacas e convulsões”, explica a veterinária.

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Aos contrário dos humanos, os chocolates do tipo amargo ou meio amargo, com porcentagem mais alta de cacau, são potencialmente mais perigosos do que os chocolates ao leite e branco, os quais contém maior índice de gorduras, para os pets. E quantidades mesmo pequenas podem ser responsáveis por quadros graves. Portanto, não devemos subestimar a gravidade da ingestão de chocolate se o pet ingerir mesmo que seja só um pouquinho. Leve-o imediatamente ao veterinário para avaliação e medidas clínicas caso ocorra alguma intercorrência.

A intoxicação pode começar a se manifestar entre 6 a 12 horas após a ingestão, e a substância tóxica pode permanecer no organismo do cão por até 24 horas. E caso não haja tratamento clínico adequado, principalmente diante da ingestão de grandes quantidades de chocolate, os sinais clínicos podem levar ao óbito. Quanto mais breve for instituído o tratamento, menores quantidades de teobromina serão absorvidas pelo organismo do pet, levando à manifestações mais amenas e recuperação mais rápida.

Assim, todo cuidado é pouco principalmente nesta época do ano, em que recebemos, presenteamos e possuímos em nossas casas uma maior quantidade de chocolate na forma de ovos, bombons, caixas, alerta a veterinária.

“Mantenham esses alimentos longe do acesso dos pets, e conscientizem os familiares e principalmente as crianças, de que por mais que os olhinhos dos nossos cães supliquem por um pedacinho, eles não poderão compartilhar desta guloseima conosco”, acrescenta Perla Akiyama.

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*Matéria publicada originalmente em 5 de abril de 2023

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