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quinta-feira, 11 agosto, 2022

ES: Quase 30 mil empregos em 2022

No acumulado de 12 meses, foram criados 59.408 vínculos formais no Espírito Santo. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Somente em maio, foram criados em torno de 12 mil empregos no Espírito Santo, a maioria no setor de serviços e agropecuária

Por Amanda Amaral

Nos cinco primeiros meses do ano, foram criados no Espírito Santo 29.489 vínculos trabalhistas. Somente em maio, foram 11.991 novas vagas com carteira assinada, já que foram admitidas 47.904 pessoas e desligadas 35.913. O saldo positivo do mês representa o maior acréscimo percentual no estoque de empregos entre os estados brasileiros, 1,52%.

Em seguida, os que obtiveram melhor desempenho foram Mato Grosso do Sul (1,14%) e Goiás (1,08%), e o que obteve o pior desempenho foi Rio Grande do Sul (+0,16%). Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), com análise do Instituto Jones Santos Neves (IJSN), e foram divulgados nesta terça-feira (28).

No acumulado de 12 meses, foram criados 59.408 vínculos formais no Espírito Santo. Todos os setores apresentaram saldo positivo em maio, com destaque para Serviços (+3.054) e Agropecuária (+4.675). O desempenho capixaba foi mencionado pelo governador Renato Casagrande em sua rede social.

Setores em destaque

No caso da Agricultura, estão incluídas as atividades de pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Já o setor de Serviços possui subsetores, com destaque para Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, com +1.560 vínculos.

A Construção criou 493 novos vínculos trabalhistas, o Comércio criou 2.151 vagas de emprego e a Indústria Geral mais 1.618 postos de trabalho, com destaque para a Indústria de Transformação (+1.667). Já Eletricidade e Gás (-22) e Indústria Extrativa (-71) apresentaram saldo negativo.

Municípios em destaque

Vitória saiu na frente na criação de empregos formais no mês de maio, com 1.390 vagas, seguida de Linhares (+1.327) e Sooretama (+1.177). Já Barra de São Francisco e Guaçuí foram os únicos a apresentarem saldo negativo, respectivamente, -13 e -72.

Resultados do Brasil

Em maio deste ano, o Brasil registrou um saldo de 277.018 novos empregos formais, com o registro de 1.960.960 contratações com carteiras assinadas e 1.683.942 desligamentos. Na comparação com abril, houve aumento de 0,67%, passando de 41.448.948 para 41.729.858.

No acumulado do ano, foi registrado saldo de 1.051.503 empregos, decorrente de 9.693.109 admissões e de 8.641.606 desligamentos (com ajustes até maio de 2022). Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados registraram saldos positivos em termos de criação de empregos formais.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, comentou os dados do Caged. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O setor de Serviços voltou a ser destaque, com um saldo de 120.294 postos celetistas. Em seguida vêm as atividades ligadas ao comércio (+47.557 postos); indústria (+46.975 postos); construção (+35.445 postos) e, por fim, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+26.747 postos).

Recorde histórico

Ao abrir, esta manhã, a coletiva de imprensa que o Ministério do Trabalho e Previdência realiza todos os meses para detalhar os resultados do Caged, o ministro José Carlos Oliveira comemorou os números de maio. Segundo ele, o total de 41,72 milhões de trabalhadores celetistas é um recorde na história do país em termos de emprego formal.

“Só este ano, já são cerca de 1,5 milhão de novos empregos criados. Duzentos e setenta e sete mil apenas no mês de maio”, destacou o ministro. “No início de 2022, tínhamos uma projeção de que, até o fim deste ano, chegaríamos a 1,5 milhão [novos postos de trabalho]. E como eu já tinha falado antes, levando em conta apenas o resultado destes primeiros cinco meses, já podemos sonhar com um número muito maior”.

Com informações da Agência Brasil e IJSN. 

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