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ES concentra 65% das importações de aeronaves do país; entenda

Estado movimentou US$ 1,73 bilhão em 2025 e se consolidou como principal hub logístico e aduaneiro de aviões e helicópteros no Brasil

Por Maxieni Muniz

O Espírito Santo encerrou 2025 no topo das importações brasileiras de aeronaves, com US$ 1,73 bilhão movimentados ao longo do ano, resultado que consolida o estado como principal hub logístico e aduaneiro desse tipo de operação no país, avalia o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza.

Na prática, o valor respondeu por cerca de 65% de todas as importações nacionais de aeronaves, estimadas em aproximadamente US$ 2,66 bilhões no período. Isso significa que quase dois em cada três dólares gastos pelo Brasil na compra de aviões e helicópteros passaram por operações formalizadas no território capixaba, mesmo quando o equipamento não permanece fisicamente no estado.

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Segundo Spalenza, o diferencial está menos na presença do bem e mais na eficiência do processo. Muitas aeronaves desembaraçam no Espírito Santo e seguem diretamente para o destino final, após cumprir todas as etapas aduaneiras. Esse modelo é viabilizado por benefícios fiscais, segurança jurídica e uma estrutura logística considerada ágil para operações de alto valor.

O impacto econômico vai além do número bilionário. As importações ativam uma cadeia de serviços especializados, como despacho aduaneiro, coordenação operacional, seguros, armazenagem temporária e consultorias técnicas. Mesmo sem “ver” o avião, a economia local sente os efeitos da operação, que mobiliza empresas e profissionais altamente qualificados.

O desempenho repete o patamar elevado de 2024 e indica continuidade, mesmo em um cenário internacional mais restritivo. Para Spalenza, o crescimento também expõe desafios: avançar na eficiência logística e reduzir entraves operacionais é estratégico para manter a competitividade e evitar a migração dessas operações para outros estados.

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Com o volume atual, o Espírito Santo se posiciona como porta de entrada natural para a aviação executiva e corporativa. O próximo passo, avalia o especialista, é transformar essa vocação em um vetor permanente de desenvolvimento, atraindo atividades complementares da cadeia aeronáutica e consolidando o papel do estado no comércio exterior de alto valor agregado.

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