Município lidera exportações no ES ao somar US$ 338,8 milhões nos primeiros meses de 2026, impulsionado pela siderurgia e logística estratégica
Por Letícia Arcanjo
A Serra foi o município do Espírito Santo que mais exportou em valores nos primeiros meses de 2026. O total superou US$ 338,8 milhões, cerca de R$ 1,7 bilhão, o equivalente a 22,6% das exportações do Estado no período, segundo dados do sistema Comex Stat, do Governo Federal.
Em nota, enviada à ES Brasil, o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), afirma que esse resultado é explicado por fatores estruturais, como a base industrial robusta, uma predominância da cadeia siderúrgica, localização estratégica e a presença de empresas com forte vocação exportadora.
“Produtos como semimanufaturados de ferro e aço, ligas de aço e produtos laminados concentram mais de 80% da pauta exportadora local, evidenciando a relevância desse setor. Além disso, a localização da Serra, próxima a importantes portos e corredores logísticos, aliada à presença de grandes empresas industriais contribui para esse protagonismo”.
Em entrevista à ES Brasil, a secretária de Desenvolvimento Econômico da Serra (Sedec), Márcia Lamas, destaca que a liderança nas exportações consolida a Serra como um dos principais motores da economia capixaba.
De acordo com ela, esse avanço fortalece o Espírito Santo no comércio exterior e gera efeitos positivos no desenvolvimento regional, com mais oportunidades e dinamização da economia.
Segundo a secretária, esse desempenho reforça a força econômica da Serra, com impacto direto na geração de empregos, no aumento da circulação de renda e na atração de novos investimentos. “Quando o município amplia suas exportações, toda a cadeia produtiva é beneficiada, da indústria aos serviços e à logística”, afima.
Segundo o Sindiex, esse resultado também contribui para o fortalecimento da arrecadação estadual e para o posicionamento do Espírito Santo como um hub logístico e industrial relevante no cenário nacional.
O sindicato avalia o início de 2026 como positivo para as exportações capixabas, com alta de 8,9% até fevereiro. Ainda assim, alerta para cautela devido ao superávit comercial que, segundo o Sindiex, ainda é modesto estando na casa de US$ 2,3 milhões, e à concentração em produtos da siderurgia e minerais, o que aumenta a sensibilidade às oscilações externas.

