Segundo o Governo do Estado, o Espírito Santo atingiu a marca de 96% da cobertura da Estratégia Saúde da Família, ficando em 12º lugar no país
Por Otávio Gomes*
A cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) no Espírito Santo atingiu a marca de 96%, superando a média nacional de 92,5% e consolidando o Estado na 12ª posição no ranking do país. O número foi calculado por meio de Nota Técnica Estadual no âmbito do Plano Estadual de Saúde.
A ESF é um modelo de estruturação da cobertura da Atenção Básica à Saúde (APS) aderido pelo Estado em 1998. O modelo consiste no trabalho de equipes multidisciplinares composta por especialistas em saúde da família que atuam em localidade específico. O objetivo é expandir a cobertura de atenção básica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma mais próxima a comunidades vulneráveis, com ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de enfermidades.
As equipes são geralmente formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.058 equipes de atenção primária que atuam em projetos desenvolvidos pela Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Subsecretaria de Atenção à Saúde e do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).
“Aumentar a cobertura da ESF significa aproximar o atendimento da população, garantindo que cada família tenha acesso a uma equipe de saúde que conheça as suas necessidades específicas e que trabalhe para promover a saúde e prevenir doenças. Com a ESF, conseguimos investir na saúde preventiva, melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, reduzir hospitalizações desnecessárias e otimizar o uso dos recursos públicos de forma mais eficiente”, declarou o secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte.
Formação das equipes
Desenvolvido pelo ICEPi, o Programa Estadual de Qualificação da Atenção Primária à Saúde (Qualifica-APS) atua na formação dos profissionais que compõem as equipes de ESF. O programa oferece cursos de pós-graduação em Saúde da Família, com 3 a 4 anos de duração e que envolvem temas relacionados a cuidados individuais e coletivos, investigações de saúde e atividades em educação permanente e de gestão.
“O programa demonstra o nosso compromisso em fortalecer o SUS capixaba, investindo na formação de profissionais para atuarem nas equipes de Saúde da Família, respondendo às demandas da população. O aumento no quantitativo de equipes e a formação representam ainda mais acesso aos serviços de saúde de qualidade”, disse o diretor do ICEPi, Fabiano Ribeiro.
Também fazem parte do Qualifica-APS o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, com 105 residentes, e o Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade com 13 residentes matriculados.
As residências Multiprofissionais em Saúde Mental, em Cuidados Paliativos, em Atenção Integral à Pessoa com Deficiência e em Enfermagem Obstétrica também têm como cenário de prática a atuação em equipes de Saúde da Família.
*Sob supervisão de Erik Oakes

