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BNDES libera R$ 24,5 milhões para projetos no Rio Doce

Verba financiará a governança de projetos definidos pelas comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão

Por Letícia Arcanjo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou a liberação de R$ 24,5 milhões do Fundo Rio Doce para custear a estrutura de governança e a gestão administrativa e financeira dos projetos que serão definidos pelas comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. 

Esses recursos correspondem à primeira parcela destinada a essa finalidade, e uma segunda transferência, de R$ 16,3 milhões, está prevista para 2027.

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As iniciativas financiadas pelo fundo deverão priorizar ações voltadas à geração de emprego e renda, fortalecimento da economia local, diversificação das atividades produtivas e redução das desigualdades sociais nos territórios impactados pelo desastre. Os projetos também deverão considerar a valorização dos modos de vida e das características culturais das comunidades atingidas.

A escolha dos projetos seguirá critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, colegiado coordenado pela Secretária-geral da Presidência da República. O órgão também irá observar critérios de diversidade, com paridade de gênero e participação mínima de pessoas pretas e pardas, povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais.

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A governança dos projetos ficará sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde. Segundo o BNDES a instituição foi selecionada por sua experiência na produção de conhecimento científico e na condução de processos participativos em territórios que enfrentam desafios sociais complexos e de longo prazo. Já a gestão administrativa e financeira dos recursos será realizada pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), entidade de apoio à Fiocruz.

Fundo Rio Doce

Criado a partir do Novo Acordo do Rio Doce, firmado em 2024, o Fundo Rio Doce integra o conjunto de medidas de reparação relacionadas ao rompimento da barragem ocorrido em 2015. O desastre espalhou rejeitos de mineração em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, gerando impactos duradouros sobre o meio ambiente, a economia e a vida das populações atingidas.

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