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quarta-feira, 29 junho, 2022

Derivativos podem ser solução para o produtor rural

Os derivativos definem as curvas de preços futuros de diferentes commodities e podem ajudar na gestão do agronegócio. Foto: Prefeitura de Vargem Alta

Os derivativos definem as curvas de preços das commodities e são utilizados para fins de proteção e de especulação pelo produtor

Por Amanda Amaral 

Os produtores rurais que querem garantir a rentabilidade de seu negócio podem recorrer aos derivativos, instrumentos financeiros que têm seus preços ligados a outros ativos, como por exemplo, a commodity.

Um dos principais usos dos derivativos tem o objetivo de garantir maior previsibilidade ao cliente. “Um produtor rural que busca obter patamares mínimos de preço para suas vendas futuras pode optar pelo uso de derivativos como um mecanismo de proteção contra variações que fogem do seu controle”, comenta Felipe Muniz, operador de Derivativos na XP.

Ele complementa: “O objetivo do uso desse tipo de instrumento é sempre de garantir a rentabilidade do negócio do agricultor, criando mecanismos que mitiguem os riscos de mercado, melhorando significativamente o nível de governança e de gestão do empresário do segmento agro no Brasil”.

Exportações do Agronegócio

Em 2022 as exportações do agronegócio alcançaram recorde no primeiro trimestre: foram US$ 33,82 bilhões (+45,9% em relação aos primeiros três meses de 2021), segundo levantamento da XP.

Além disso, houve uma evolução nos preços médios (+24,9%) e nos volumes dos ativos exportados (+16,8%) neste mesmo período em comparação ao ano passado. Soja e carnes foram os setores que lideraram o primeiro trimestre, sendo a China e a Europa os principais destinos das exportações.

Apesar de serem ainda pouco utilizados, comparativamente à escala potencial do mercado brasileiro, os Derivativos são instrumentos financeiros essenciais para o agronegócio no Brasil. Além de definirem as curvas de preços futuros das diferentes commodities, também podem ser utilizados para fins de proteção e de especulação por produtores e investidores no geral.

Gestão de Riscos de Mercado

A utilização de Derivativos garante uma melhor gestão dos riscos de mercado para os produtores, o que pode conferir mais previsibilidade financeira na expansão de safras com preços protegidos.

Cecília Perini, líder regional da XP no Estado, acredita que o agronegócio pode ser potencializado com derivativos. Foto: Divulgação

“O mercado de Derivativos precisa ser melhor trabalhado pelo agronegócio brasileiro. A conexão entre os produtores rurais e o mercado financeiro é essencial para gerar o crescimento que o Brasil não apenas espera, mas também precisa em relação ao setor que é um pilar central em nossa economia. É possível, na XP, operar commodities tanto na Bolsa brasileira quanto em bolsas estrangeiras sem custo adicional. (Ex.: Soja em Chicago [CME] ou Alumínio na Bolsa de Londres [LME]), o que confere abrangência global ao investidor brasileiro” completa Muniz.

Espírito Santo

No Espírito Santo, a produção do café se destaca, fazendo do estado o segundo maior produtor desses grãos em todo o Brasil, o que faz com que a utilização desses derivativos seja de extrema importância para os agricultores, que não só se beneficiarão, mas também toda a cadeia produtiva.

“O Espírito Santo tem no agronegócio um grande potencial, que já é explorado pelo agricultor, mas certamente poderia ser otimizado com a utilização dos Derivativos. Somente no primeiro trimestre aqui, exportamos mais de R$ 330 milhões, fazendo com que nos tornemos um importante estado no cenário do agronegócio brasileiro. É válido ressaltar a importância da desmistificação do uso dos Derivativos para que produtores e investidores ganhem autonomia na construção das suas estratégias e tragam previsibilidade e proteção nos preços do ativo. A XP tem a missão de transformar o mercado de capitais brasileiro e não seria diferente em relação aos Derivativos”, disse Cecília Entringer Perini, líder regional da XP no Espírito Santo.

Com informações da XP. 

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