Após ouvir as dores do agro e do setor de rochas, Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação, do governo estadual, vai ouvir setor siderúrgico
Por Kikina Sessa
Após realizar as duas primeiras reuniões, o Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação, do governo do Espírito Santo, deve marcar em breve um encontro com o setor siderúrgico, que está entre os mais afetados pelas medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.
Um terço das exportações capixabas seguem para os Estados Unidos, predominando os itens como minério de ferro, aço, café, celulose e rochas ornamentais.
As primeiras reuniões do comitê reuniram representantes do agronegócio e do setor de rochas. A próxima reunião vai ouvir as empresas do aço e de minério de ferro, como ArcelorMittal e Vale. O Espírito Santo é um importante exportador de aço, com um valor significativo de US$ 1,8 bilhão em produtos de aço exportados em 2024.
O coordenador do comitê, vice-governador Ricardo Ferraço, ressaltou que cada setor tem suas características, suas peculiaridades. “Nós precisamos entender a dor de cada um para que a gente possa endereçar uma solução. Até porque os segmentos estão organizados de forma diferente”.
Ferraço acrescentou que há segmentos que preocupam pelo seu impacto social. É o caso do gengibre, do mamão, do pescado e da pimenta do reino, que são estruturas dependentes da produção de base familiar. “É com esse foco que nós vamos estar estudando cada um desses segmentos para ver como mitigar esses impactos no dia a dia dos produtores”, comentou o vice-governador Ricardo Ferraço.
Apesar de buscar uma solução para mitigar os impactos da elevação das tarifas, o governo estadual acredita que a situação possa ser revertida. “Nós estamos na torcida para que o bom senso possa se estabelecer e que de fato essas medidas contra a economia brasileira e a economia capixaba possam ser superadas, porque não faz nenhum sentido esse tarifaço que tá imposto à economia brasileira”.

