Setor agropecuário avançou 11,2% e indústria 5,7%, consolidando R$ 248,2 bilhões em valores correntes na economia capixaba
Por Amanda Amaral
A economia do Espírito Santo cresceu mais e pelo terceiro ano consecutivo, impulsionada pelo agro, que obteve alta de 11,2% em 2025. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado apresentou elevação de 3,9% na comparação com 2024, acima da média nacional de 2,3%. Em valores correntes, totalizou R$ 248,2 bilhões entre janeiro e dezembro do ano passado.
Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (06), pelo Instituto Jones Santos Neves (IJSN). O crescimento do PIB ocorreu nas quatro bases de comparação. Ainda no acumulado do ano, a indústria apresentou crescimento de 5,7%, puxada pela atividade extrativista de minério de ferro e petróleo e gás.
Mercado de trabalho
O setor de serviços teve aumento de 2,6%, com destaque para os Serviços Prestados às Famílias. O diretor-geral do IJSN, Pablo Lira, avaliar que o reflexo desse aquecimento econômico foi sentido no mercado de trabalho, onde o Espírito Santo atingiu a segunda menor taxa de desocupação do país, com apenas 2,4%, enquanto o Brasil manteve uma média de 5,1%.
“Esse cenário de pleno emprego e geração de postos com carteira assinada em diversos segmentos fortaleceu a renda e o consumo das famílias, criando um ciclo virtuoso que permitiu ao estado superar desafios globais, como conflitos geopolíticos e crises tarifárias internacionais, às quais o Espírito Santo é altamente exposto devido à sua forte conexão com o mercado externo”, explicou.
Agricultura e serviços
O diretor setorial de Integração e Projetos Especiais da instituição, Antonio Ricardo Freislebem da Rocha, ressaltou ainda o desempenho do setor de serviços, “com mais dinheiro circulando na economia, as pessoas consomem mais. Por isso que o segmento de Serviços prestados à família apresentou um desempenho expressivo, registrando aumento de 12,2%, seguido por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 3%”.
Com relação à expansão da agricultura no Espírito Santo, Rocha destacou o desempenho da cafeicultura – um dos principais produtos de exportação do Estado. “A gente tem o crescimento da lavoura de café conilon de expansão de 32% em sua produção. Esse avanço expressivo do conilon compensou a retração de 11,7% observada na colheita do café arábica, que enfrentou um período de bienalidade negativa durante o ciclo de 2025”, disse.
Com relação à expansão da agricultura no Espírito Santo, O diretor setorial de Integração e Projetos Especiais da instituição, Antonio Ricardo Freislebem da Rocha, ressaltou o desempenho da cafeicultura – um dos principais produtos de exportação do Estado.
“A gente tem o crescimento da lavoura de café conilon de expansão de 32% em sua produção. Esse avanço expressivo do conilon compensou a retração de 11,7% observada na colheita do café arábica, que enfrentou um período de bienalidade negativa durante o ciclo de 2025”, destacou.
Tarifas dos EUA

Sobre as tarifas de até 50% impostos a alguns produtos do Espírito Santo pelos Estados Unidos (EUA) em 2025, segundo especialistas do IJSN, o desempenho do Estado poderia ser melhor. “Apesar de termos conseguido abrir novos mercados, ainda assim, as exportações para os Estados Unidos caíram 7,5%. Então, perdemos um mercado. Não obstante, conseguimos outros mercados, mas tudo dependendo do produto, você não transfere de A para B num instante”, ponderou Rocha.
Pablo Lira explicou que a economia do Estado encerrou o ano passado com grau de abertura de 57%. “Se você pegar o PIB sobre o nosso comércio exterior toda a exportação equivale a mais da metade. No Brasil, isso equivale a 27%. Então, a nossa economia depende o dobro. Tudo o que acontece lá fora impacta aqui”, disse.

