Termo de municipalização dos 32 km da BR-101 foi assinado e Avenida Mestre Álvaro terá corredor para ônibus e restrição para caminhões
Por Kikina Sessa
O futuro da Avenida Mestre Álvaro já está planejado e prevê um corredor exclusivo para ônibus (BRT), viaduto, sinalização inteligente, nova iluminação e horário com restrição para tráfego de caminhões.
A prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assinaram nesta sexta-feira (12) o documento de municipalização do trecho de 32 quilômetros da BR-101 que corta o município (de Alphaville a Belvedere). Com isso, a gestão da via urbana passa a ser municipal.
Após a inauguração do Contorno do Mestre Álvaro, em dezembro de 2023, ficou definido que o trecho da BR-101 que passa na área urbana da Serra seria municipalizado. Dois anos após, o ato formalizando a municipalização foi assinado.
São 32 quilômetros que se tornam a Avenida Mestre Álvaro. “Agora sim, o município passa a comandar esse traçado, passa a planejar intervenções de mobilidade, e usar tecnologia para que nós possamos proporcionar segurança e fluidez no trânsito. Transformaremos a BR-101 na maior avenida comercial do Espírito Santo”, comemorou o prefeito Weverson Meireles.
Projeto
E o projeto de transformação do trecho já está pronto. O governo do Estado vai investir R$ 150 milhões na avenida. A primeira mudança vai ocorrer entre a Rodovia das Paneleiras e o Terminal de Laranjeiras, como uma alteração no traçado do viaduto de Carapina. Também será construído um mergulhão na Avenida dos Metalúrgicos, nas proximidades da portaria da ArcelorMittal Tubarão.
Ainda em parceria com o governo do Estado será criado um corredor exclusivo para ônibus (BRT). “A avenida vai ser inteligente, com sinalização semafórica modernizada e sincronizada”, disse o prefeito, informando que os radares serão mantidos, bem como a velocidade permitida para a via.
Outra proposta em análise prevê a restrição de tráfego de caminhões na avenida nos horários de 6h às 9h e de 17h às 19h. “Nós vamos abrir um diálogo com o setor produtivo da cidade, com o setor empresarial, para que eles possam participar dessa decisão, uma vez que a restrição de veículos pesados impacta diretamente o setor produtivo industrial da cidade. Mas precisamos pensar também na qualidade de vida do morador da Serra”, comentou Weverson.

