Setor empresarial vê potencial em aeroporto de cargas em Guarapari, mas destaca necessidade de análise de viabilidade
Por Letícia Arcanjo
Guarapari pode entrar no radar da logística nacional com a proposta de implantação de um aeroporto voltado ao transporte de cargas e operações executivas não comerciais realizado em parceria com a Amazon. Para o setor empresarial, a iniciativa é vista com cautela, mas também com expectativa positiva em relação ao potencial de geração de emprego, renda e fortalecimento da logística regional.
A avaliação é do diretor de gestão pública da associação empresarial Guarapari em Ação (GEA), Marcelan Couto, que afirma que o empresariado vê de forma positiva todo investimento capaz de movimentar a economia local. No entanto, ressalta que, até o momento, não há uma documentação formal sobre o aeroporto de cargas.
“Quando esse projeto vier realmente à tona, nós vamos levar em consideração a questão do impacto ambiental, se realmente é viável ou não. Porque não é só trazer um investimento desse tamanho para o município, é preciso ser um investimento sustentável”, destaca.
A Prefeitura de Guarapari informou recentemente que mantém tratativas para a implantação do novo aeroporto do município. O projeto, que possui Plano Diretor aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) desde 2015, segue e discussão junto aos órgãos competentes.
Marcelan Couto pontua ainda que, caso o projeto do aeroporto de cargas ligado à Amazon seja confirmado, formalizado e considerado viável, ele deverá se somar a outros empreendimentos logísticos com potencial de impulsionar a economia local.
Em relação a outros investimentos, Marcelan cita o ParkLog Sul Capixaba como uma iniciativa estratégica, que já se encontra em estágio mais avançado de estruturação e planejamento. Anunciado recentemente pelo Governo do Espírito Santo, o projeto prevê a criação de um ecossistema integrado de logística, energia e indústria, inspirado no modelo do ParkLog Espírito Santo, que está em implantação em Aracruz, no Norte do Estado.
Segundo Couto, embora Guarapari não faça parte da região Sul do Estado, o município pode ser impactado positivamente pelos investimentos logísticos previstos.
“Além do turismo, que é o propulsor da nossa economia local, temos uma veia logística muito grande e, se bem explorada, isso pode trazer muitos benefícios para o município, principalmente tendo em vista que Guarapari é uma das cidades que têm a menor renda per capita do Estado”, afirma

