Consumo essencial sustenta crescimento do comércio capixaba como os atacarejos, enquanto outros setores seguem em ritmo mais lento
Por Amanda Amaral
O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos foi o que mais cresceu em outubro no Espírito Santo, ao lado de Tecidos, vestuário e calçados, que obteve a maior alta no acumulado do ano. No varejo, os atacarejos, entre outros estabelecimentos do ramo, apresentaram crescimento expressivo.
No geral, o comércio capixaba cresceu, acima da média do Brasil e do Sudeste: 2,7% entre outubro e setembro; 2,3% no interanual; 3,6% de outubro até janeiro; e 3,7% no acumulado de 12 meses. Com relação aos itens de saúde, as variações foram positivas, 10,9% na comparação interanual, 11,8% no acumulado do ano e 11,3% em 12 meses. De forma semelhante, o grupo de Tecidos, vestuário e calçados, registrou resultados expressivos, na mesma sequência: 6,4%, 15,5% e 15,3%.
O varejo ampliado (atacarejos, veículos/motocicletas, material de construção), apresentou em outubro de 2025, um crescimento de 1,9%, superando tanto o crescimento médio do Brasil (1,1%) quanto do Sudeste (1,2%). Houve crescimento no acumulado do ano e em 12 meses, mas registrou -0,9% na comparação interanual. O setor de atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo se destacou com forte crescimento: 14,0% na comparação com o mesmo mês de 2024 e 22,3% no acumulado do ano.
Conforma análise da Connect da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), elaborada por seu coordenador, André Spalenza, além de Paulo Rody e Eduarda Gripp, os resultados mostram desempenhos distintos no varejo capixaba. Há setores impulsionados pela demanda essencial e pela recomposição do consumo, como o farmacêtico e o de vestuário, e setores mais sensíveis ao cenário econômico recente, que enfrentam maior resistência na expansão das vendas, como Artigos de uso pessoal e doméstico e Combustíveis e lubrificantes.
O mesmo ocorre no varejo ampliado, já que os dados mostram que o crescimento do comércio tem sido puxado principalmente pelos segmentos ligados ao consumo básico, enquanto áreas como veículos e construção seguem em ritmo mais lento. Dessa forma, segundo o estudo da Connect Fecomércio, os resultados de outubro mostram que atividades ligadas ao consumo essencial e à retomada das compras das famílias mantêm crescimento mais consistente, enquanto outros segmentos seguem mais dependentes das condições econômicas e do crédito.

