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Arboviroses: saiba o que são e os impactos para a saúde pública do ES

O sorotipo 3 da dengue e a Febre Oropouche, além das adaptações dos vetores, são tema da conversa com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso

Por Amanda Amaral 

O enfretamento às arboviroses, que são causadas principalmente por mosquitos como o Aedes aegypti e o maruim, são um problema de saúde pública no Brasil. Dengue, zika, chikungunya e agora a oropouche assustam a população e desafiam o poder público. Mas por que é tão difícil conter o avanço dessas doenças?

A vacinação contra a dengue, a nova doença oropouche e o temido sorotipo Denv 3 foram destaque na conversa com o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso. Ele explica que as mudanças climáticas, além do aumento da produção de descartáveis, têm grande influência na proliferação do Aedes aegypti. E chama atenção para o mosquito: “Cada vez ele se adapta mais ao clima frio”.

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Em dezembro de 2024, o Espírito Santo registrou o primeiro óbito por Febre do Oropouche. No período entre janeiro deste ano e 05 de abril, foram acumulados o total de 11.332 casos confirmados da doença no Estado. No mesmo período, foram 13.829 casos de dengue e 1.119 casos de chikungunya, houve casos de zika.

Confira a entrevista completa:

No Espírito Santo, a circulação do vírus da dengue tipo 3 já é realidade. “Não é que este sorotipo é mais grave que o outro, mas ele somado a quem já teve o sorotipo 1 ou 2, ele pode trazer uma gravidade maior em relação ao tipo de paciente”, explicou Orlei Cardoso.

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Orlei Cardoso explica o funcionamento de uma série de ferramentas para o controle do vetor como uso de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em prédios públicos, armadilha Ovitrampas, bloqueio de casos com bomba costal, veículo fumacê, outras.

“Mas o importante é colocar para a população, que o maior papel é meu, é seu, é do morador que está ali dentro do seu imóvel. De 75% a 80% dos focos são encontrados dentro das residências. Por isso a gente coloca que o controle vetorial é uma estratégia desafiadora, não é uma estratégia fácil”, disse o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, que alerta as famílias sobre a disponibilidade da vacina contra a dengue para a população de 10 a 14 anos.

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