Energia solar e reciclagem impulsionam expansão e inclusão social no Espírito Santo
Por Ludmila Azevedo
É justamente essa lógica que transformou a Anjos Sorvetes. A empresa familiar de Anchieta investiu em energia solar com apoio de linha de crédito voltada à sustentabilidade e conseguiu ampliar sua capacidade produtiva. Segundo a empreendedora Angela Mulinari, a energia elétrica era uma das maiores despesas da fábrica. “Com a economia que fizemos com a energia pudemos investir mais em nossa produção. Conseguimos aumentar a nossa produção em 60%”, afirmou.
Ela acredita que iniciativas ligadas à energia limpa são possíveis para empresas de todos os portes. “Acreditamos que o melhor deve ser feito e iniciado logo. As futuras gerações precisam dessa conscientização. Ainda estamos apenas começando, mas se cada um fizer um pouquinho teremos um grande resultado”, afirmou.
Outras empresas capixabas vêm mostrando que sustentabilidade também pode significar expansão de mercado. Em Cariacica, a Pneuvix Ambiental atua na reciclagem de pneus inservíveis dentro do conceito de economia circular, transformando resíduos em matéria-prima para pisos esportivos, playgrounds, revestimentos e outros produtos de borracha.

Além de reduzir impactos ambientais, a empresa desenvolve ações sociais voltadas à inclusão de reeducandos e egressos do sistema prisional.
Para Luiz Alberto Baptista, diretor executivo da empresa, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser questão estratégica. “Empresas que adotam práticas sustentáveis tendem a se posicionar melhor perante clientes, investidores e o próprio mercado, além de reduzirem desperdícios e riscos futuros relacionados à legislação ambiental”, afirmou.
Já a Ciclo, especializada na produção de materiais reciclados a partir de plástico pós-consumo, produz sacolas que emitem até 70% menos CO₂ do que produtos feitos com plástico virgem.

Segundo Pedro Paulo Barros, gerente geral da empresa, a sustentabilidade também está presente na diversidade da força de trabalho. “Cerca de 40% dos funcionários são mulheres. Elas estão presentes em todas as etapas do processo produtivo, inclusive operadoras de máquinas e cargos de supervisão. Temos funcionários de 18 a 70 anos. Queremos ter um ambiente agradável de trabalho e de melhoria contínua. Para isso, é importante ter uma equipe diversa: para que as soluções sejam mais completas”.
A cadeia de reciclagem ainda gera emprego e renda para cooperativas e catadores do Espírito Santo.
Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

