Empresários propõem condomínio aeronáutico com pista para pequenas aeronaves; projeto busca atrair turistas e impulsionar o desenvolvimento
Por Letícia Arcanjo
Um projeto de condomínio aeronáutico no Caparaó, na Região Serrana do Espírito Santo, aposta na aviação como estratégia para impulsionar o turismo e valorizar o mercado local.
A iniciativa prevê a construção de uma pista para pequenas aeronaves integrada a um condomínio residencial, onde os moradores poderão unir moradia e aviação, com hangares junto às casas, modelo ainda pouco explorado no país e no Espírito Santo.
Em entrevista à ES Brasil, o empresário do turismo em Divino de São Lourenço, Joarez Sofiste, explica que a ideia surgiu a partir da observação da área e da sua experiência com uma pousada já instalada na região.
A pousada chama atenção por ter uma suíte instalada dentro de um avião, o que despertou o interesse de visitantes e moradores da área. “Eu já tinha o avião ali e sou apaixonado por aviação. Quando analisei a área, vi que seria possível criar um campo de aviação pequeno, para aeronaves leves, e começar a atrair um turista diferente para o Caparaó”, ressalta.
A proposta acompanha o crescimento da aviação geral no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) apontam que a frota do setor cresceu 5,75%, com o número de aeronaves passando de 10.053 para 10.632 em 2024. Com isso, o país tem hoje a segunda maior frota do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Segundo Sofiste, o empreendimento prevê, inicialmente, uma pista com cerca de 700 metros, voltada para aeronaves de pequeno porte, como monomotores com capacidade média de quatro a seis passageiros. A iniciativa também tem como sócios os empresários Dilesio Borges, da área de TI e José Rafael Zambon, do setor imobiliário.
O condomínio será instalado em um terreno localizado, em frente à pousada do próprio empresário, em Divino de São Lourenço, busca também aproveitar um potencial ainda pouco explorado na região. “O Caparaó tem um potencial muito grande, mas ainda está tímido. Precisa de iniciativas que despertem esse desenvolvimento”, afirma.
O projeto ainda depende de licenças ambientais, municipais e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para criação da pista de pouso. A estimativa é que a etapa burocrática leve cerca de seis meses, seguida por aproximadamente um ano e meio de obras.
“Em dois anos, a ideia é que já tenha o pouso e decolagem dessas pequenas aeronaves com uma infraestrutura já consegue começar a se construir lá dentro”, destaca.

